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ESPETÁCULO

Redação 24 Horas News

Espetáculo Senti de dança contemporânea encena repertório de Oswaldo Montenegro

A entrada é gratuita e será apresentada neste domingo (19), às 20 horas, no teatro do SESC Arsenal, em Cuiabá; Espetáculo é uma montagem do Grupo Variações de Arte

Espetáculo Senti de dança contemporânea encena repertório de Oswaldo Montenegro

Junte músicas com a sensibilidade do repertório do cantor, compositor, cineasta, diretor de teatro e escritor Oswaldo Montenegro e acrescente o vigor da dança contemporânea. O resultado é o espetáculo "Senti" do Grupo Variações de Arte, que estreia neste domingo, dia 19 de março, a partir das 20 horas, no Teatro do SESC Arsenal, em Cuiabá. Em cena, dois casais de bailarinos num espetáculo de 40 minutos que pretende emocionar o público com sua mensagem de autoconhecimento. A entrada é gratuita, basta chegar com uma hora de antecedência e retirar o convite na portaria do local.

"Senti é um espetáculo que fala do ser humano, da pessoa, de suas vivências, das coisas da vida e situações que nos faz amadurecer: sofrimentos, de perdas, de ganhos, de amores, de desilusões, uma autoavaliação, do que vem fazendo, do que fez, do que deixou de fazer. Um espetáculo que fala para as pessoas; pare, olhe no espelho, reflita e veja o que valeu a pena até este momento", explica o ator e bailarino Rogério Santana, diretor do espetáculo.

De acordo com ele, o repertório de Oswaldo Montenegro foi escolhido por sua capacidade artística e autoral. Na trilha sonora do espetáculo figuram sucessos como "A lista" e "Bandolins". "É muito em função de como ele se expõe através de suas canções, como dele conta um pouco da sua própria vida, que pode ser também a vida de muitas outras pessoas. Pela sensibilidade de retratar momentos, lugares, pessoas e vivências. Não são músicas feitas necessariamente para atingir a massa e/ou fazer sucesso, mas são músicas feitas com verdade e paixão", relata Santana.

Montenegro, que completou 61 anos de vida no dia 15 de março, autorizou a utilização de suas músicas no espetáculo. Rogério Santana conta que o primeiro contato com o artista foi no dia 25 de junho de 2016, durante a sua nova turnê, Trilhas, em Chapada dos Guimarães, dentro do projeto Águas do Cerrado, iniciativa da Casa de Guimarães. Antes da apresentação, Magalhães se encontrou com Montenegro e relatou seu desejo.

"Tivemos a sorte e a honra de ter o respaldo do próprio compositor para a montagem do espetáculo. Foi um presente magnífico. Um trabalho de muita responsabilidade porque ele é um cantor, compositor, cineasta, diretor de teatro e ator, muito envolvido com o universo da dança. Trata-se de um artista bastante completo, que entende das diferentes linguagens", completa o ator e bailarino.

Segundo Rogério Santana, a proposta do Grupo Variações de Arte é atuar frente às mais diversas linguagens. "Estamos fazendo um trabalho com a matéria-prima de um grande compositor incrível, que tem um olhar clínico de tudo que ele se propõe a fazer", cita. Quando a proposta de montagem do espetáculo foi apresentada ao Oswaldo, ele comentou que fazia trilha para espetáculos, mas disse a ele que nossa preferência era por músicas do seu repertório, aquelas já consagradas.

"A produtora dele, a atriz Kamila Pistori, tem dado todo o apoio necessário. Lembro do Oswaldo, no show em Chapada, dizer ao público que um bailarino e ator da terra iria realizar um espetáculo com a músicas dele. Foi emocionante!", recorda.

É o primeiro espetáculo do Variações. O grupo nasceu em 2016 quando surgiu a proposta do espetáculo "Senti" com trilha do Oswaldo Montenegro. Ela foi apresentada à bailarina Alessandra Meireles, ex-Cia Voo Livre de Dança, dirigida por muitos anos pelo professor e bailarino Paulo Medina. Ela abraçou o projeto de corpo e alma.

Em seguida o grupo recebeu a adesão dos bailarinos Jeferson Pires e Aline Ril, e do coreógrafo Jânio Ribeiro, que também é músico-cênico. Depois se juntou-se ao grupo o músicos Ricardo Porto e Luciano Conceição (músicos-cênicos). É um grupo recente, novo. No entanto é formado por pessoas com vasta experiência no meio artístico. "Toda forma de arte no grupo é bem-vinda, desde que o artista seja um apaixonado pela arte que faz", destaca Rogério Santana.

O grupo possui bailarinos de portes e linhas de trabalho diferentes, dentro da dança. Desde bailarinos contemporâneos, passando por aqueles oriundos de danças urbanas e até os do balé clássico. "É essa mistura que nos dá essa empolgação para esse trabalho que nos propusemos a fazer", completa. "O espetáculo sugere uma reflexão bem direta para a plateia acerca da vida. As pessoas vão voltar pra casa, diferentes de quando elas entraram no teatro", aposta o diretor. 

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