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VAI PROCESSAR TODO MUNDO

Globo

Tati Quebra Barraco vai à polícia após receber ofensas na web

Funkeira diz que vai lutar contra o preconceito depois de mensagens racistas em suas redes sociais ao publicar desabafo sobre morte do filho

Tati Quebra Barraco vai à polícia após receber ofensas na web

Tati Quebra Barraco está cansada de ofensas gratuitas. Nesta terça-feira, 10, a cantora irá à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no Rio de Janeiro, para registrar queixa contra os ataques racistas e os discursos de ódio recebidos em suas redes sociais após a morte de seu filho, Yuri. O adolescente de 19 anos foi morto a tiros durante uma operação da Polícia Militar, em dezembro, na Cidade de Deus, na capital fluminense.


A foto de Yuri morto circulou na internet e até no exterior, e, além disso, Tati recebeu diversos comentários racistas nas suas redes sociais após um desabafo escrito por ela. Em conversa recente com o EGO, ela falou que iria lutar contra o preconceito.


"Virou normal mãe preta enterrar seu filho. Isso está errado", afirmou ela, que pretende identificar cada pessoa que publicou mensagem de ódio e racista em sua rede social.


"Foi uma sensação horrível e imunda ter que ler tamanha brutalidade contra a minha família. Como mãe, fiz um desabafo. Ninguém é obrigado a ver, mas não chamei ninguém para ver. Não pedi opinião de ninguém, aquilo foi meu desabafo. Quero que eles sejam punidos severamente pelos seus atos. Não podemos apelidar o racismo que as pessoas sofrem nas redes sociais como injúria racial. Racismo é crime e não deve ser aceito por nenhum de nós”, completou Tati, que ainda pretende processar o Estado.


"Meu filho levou quatro tiros na cara, e o peito dele estava queimado de pólvora, o que dá a entender que o tiro foi a queima roupa. Yuri não estava armado e não teve como reagir. E o mais impressionante é que eles (os policiais militares) disseram que houve troca de tiros. Não existiu a resistência de Yuri como os policiais afirmam. Os PMs cansam de dar desculpas quando fazem atitudes assim. Não podemos aceitar isso! Portanto, eles devem ser melhor treinados, e a responsabilidade é do Estado", desabafou ela, garantindo que não quer um centavo com a ação.


"Desses seres humanos - se é que posso chamar assim, né? -, não quero um tostão. Quero que cada um faça serviço comunitário ou distribua cestas básicas para comunidades carentes". 

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