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Redação 24 Horas News

Zeca Viana cobra atuação republicana de Taques e seus auxiliares

Viana lembrou ainda que o próprio governador já esteve no papel contrário, quando declarou apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT)

Zeca Viana cobra atuação republicana de Taques e seus auxiliares

O deputado estadual Zeca Viana (PDT-MT) lamenta o tom de assédio e ameaça a servidores públicos e à população em geral da campanha eleitoral do candidato Wilson Santos (PSDB), ação reforçada pelo governador Pedro Taques (PSDB) e seus secretários auxiliares.

Como no caso revelado nessa quarta-feira (19/10) pela campanha de Emanuel Pinheiro (PMDB), no qual o irmão do candidato Wilson Santos, ex-presidente da Metamat, Elias Santos, fez coação e pressão a servidores para atividade eleitoral tucana, o que é proibido pela lei eleitoral. Elias foi exonerado pelo governador ontem à noite.

A campanha tucana chegou "ao cúmulo" de deixar implícito nos discursos que somente com a vitória do deputado Wilson Santos haveria apoio do governo do Estado ao próximo prefeito de Cuiabá.

"Ouvi na propaganda do Wilson que Cuiabá passará por momentos difíceis se o candidato governista não vencer, pois não terá o apoio do governador. Ora, isso é um absurdo. O governador tem que, no mínimo, ser republicano e aceitar se seu partido não vencer as eleições", afirmou Zeca Viana.

"Quando o Emanuel Pinheiro [PMDB] ganhar, o Pedro tem que honrar seu dever como chefe de Estado e dar a devida atenção à capital de Mato Grosso. Essa história não cola, é terrorismo eleitoral!", compara o deputado do PDT.

Viana lembrou ainda que o próprio governador já esteve no papel contrário, quando declarou apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Naquela ocasião, Taques afirmou que a presidente deveria respeitar seu papel institucional e não atuar com revanchismo contra Mato Grosso só por causa do posicionamento político do governador.

"Ora, quer dizer então que quando é a favor dele está tudo bem, mas quando é contra a história é diferente? Dois pesos e duas medidas? O Pedro precisa aprender a ser mais republicano. Isso daí é postura de ditador", argumentou.

"Independente de quem estiver à frente da Prefeitura de Cuiabá, seu papel como governador é apoiá-lo para melhorar a cidade, aplicar recursos públicos recolhidos de todos os cidadãos contribuintes de impostos e garantir a governabilidade do município. Isso é ser um gestor transparente, justo e decente", completou o deputado.

Estado abandonado pela campanha

Zeca Viana também apontou que o Governo do Estado de Mato Grosso "está abandonado e sem rumo" enquanto o governador Pedro Taques e seu secretariado se dedicam à campanha eleitoral.

O parlamentar citou como exemplo os atrasos nos pagamentos de médicos, o inchaço da máquina pública, o sucateamento do Instituto Médico Legal (IML) e as pedaladas fiscais com os recursos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

"Até parece que o candidato é o Pedro, de tanto que o vejo na mídia criticando o Emanuel e falando do Wilson Santos. Aliás, teve uma decisão da Justiça Eleitoral no primeiro turno que determinou que o governador não faça elogios e promoção do deputado Wilson Santos. Será que como homem que conhece a lei, agora governador, ele vai desrespeitá-la?", adverte Zeca Viana.

"Enquanto isso, o IML não tem nem equipamentos básicos para os peritos fazerem seus trabalhos, e as famílias sofrem aguardando para enterrar seus entes queridos devido à incompetência da administração estadual", disse.

Na área da saúde pública, descaso igual é percebido, cita o deputado. Médicos do Hospital Regional de Sorriso reclamam que estão sem receber salários desde julho e interromperam os atendimentos até a regularização do repasse.

"O próprio governo assume que as dívidas com os hospitais regionais pode chegar a R$ 300 milhões até o final do ano, mas não tomam uma ação para regularizar essa situação", aponta Zeca a incoerência do discurso da transformação alardeado pelo governo na mídia.

"Enquanto isso, o governador inchou a máquina pública com um monte de comissionados, ao ponto de ter pessoas se trombando no corredor das secretarias. Mas o que vemos na outra ponta é só ineficiência na prestação dos serviços básicos ao cidadão", disse Zeca.

O parlamentar do PDT lembrou ainda a denúncia feita pelo prefeito Neurilan Fraga (PSD), presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e membro de um partido aliado ao governador, de que o governo estaria usando dinheiro dos municípios para quitar a folha salarial.

"O Neurilan ainda revelou que o governador tem sido agressivo com os prefeitos, diz que não deve satisfação a eles. Quer dizer, o prefeito preocupado com a cidade vai cobrar os repasses e ainda é mal tratado pelo governador", relata o deputado Zeca. "Mas ele adora ir pra Brasília pedir dinheiro para o Michel Temer. Está passando da hora de descer do governador Pedro Taques descer do pedestal". 

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