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Infidelidade ou troca-troca

O Senado Federal aprovou na semana passada a tão aguardada janela de transferências políticas, a chamada “infidelidade partidária” ou troca-troca de partidos. Esta janela é muito conhecida nos meios futebolísticos, onde jogadores, principalmente daqui do Brasil fazem das tripas coração para deixarem seus clubes e correr atrás de dólares, euros e outros moedas fortes e se enriquecerem.

 

 

No caso da transferência política, o termo “janela da infidelidade” faz bem justiça ao que ocorre neste momento no país: o direito de trocar de partido pensando nas eleições futuras e condições de abocanhar mais votos em legendas mais fortes como PMDB, PSDB e PT. Aqui em Mato Grosso podemos acrescentar ainda o PSD, agora nas mãos do vice-governador Carlos Fávaro e menina dos olhos do governador Pedro Taques e do PSDB. O PSD chega a ser a noiva virgem do momento político. Todos cortejam e o partido se aproveita para buscar neste troca-troca um fortalecimento para se colocar em condições de abocanhar espaço e poder nas eleições municipais.

 

Mas este troca troca é justo para o eleitor? Sem dúvida se fosse em um país civilizado não. A dança das cadeiras seria feroz ao ousado pulador de cerca político, o cidadão que entra em partido, se elege e corre para outro, maior, buscando estrutura para outras eleições. Mas, no Brasil e aqui, em Mato Grosso, onde o partido político não tem a mesma importância de um clube de futebol, onde a paixão fala mais alto, ninguém liga se o cara era do PRTB, foi para o PMDB ao se eleger e agora muda para o PSDB de Taques ou PSD de Fávaro ou ainda PSB de Mauro Mendes. Se temos amor a um clube ou uma seita religiosa ou a cor dos cabelos e olhos de uma deusa, não temos para partidos políticos. É uma pena. Por isso fervilham tantas siglas em uma colossal sopa de letrinhas. Engana o povo que não sabe quem é quem e muito menos de onde vem e para onde vão. Portanto, será infidelidade mudar de partido ou apenas um troca-troca?
 

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