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PSDB e PSB intensificam disputam e Taques mantém o mistério. Para onde vai?

A grande especulação que se faz desde segunda-feira, quando Pedro Taques anunciou oficialmente seu desligamento do PDT, é para onde o governador vai se instalar. A mudança provocará uma revoada de seguidores para onde for.

 

Dentro deste cenário, o conhecido tabuleiro do xadrez político mato-grossense está em polvorosa com as rainhas, cavalos e torres e peões se movimentando de casa em casa na tentativa de ter o rei ao seu lado, dando cheque mate nos adversários.


O PSDB, que vem tentando renascer das cinzas em Mato Grosso não esconde o interesse em ter o chefe do executivo em seu ninho. Tem o apoio do presidente nacional da sigla, Aécio Neves, que em troca ao apoio incondicional que recebeu de Taques na campanha presidencial, vem nestes últimos dias comando o movimento para convencer o governador a aceitar o tucanato. Lhe faz elogios abertos em rede nacional e, lógico na imprensa nacional, com no jornal O Globo.

 

O PSB de Mato Grosso, partido que sempre esteve próximo do governador, também tem seu séquito trabalhando no convencimento de Taques. O principal artífice na tentativa de convencimento é o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, que a todo momento lembra que começou junto com Taques na política, que é amigo de primeira hora e, portanto, seu partido, está e estará sempre ao lado do governador. Diz que respeita a posição de Taques, mas os braços estão abertos.

 

Nesta conjuntura resta saber o que pensa o governador. O PSDB é, sem dúvida, o porto seguro para quem deseja ter um partido forte, estruturado, organizado. É o maior partido da oposição ao PT. Mas, se quiser pensar a nível nacional, disputar a eleição a uma presidência será um tiro no pé. Taques deve saber que entre os tucanos, sua condição de se viabilizar para voos mais altos será perigosa. Poderá ter as asas cortadas. Aécio e Geraldo Alckimin, o governador de São Paulo, são as duas principais peças do tabuleiro tucano para a presidência. Taques não teria vez. Sua chance só se materializa para a reeleição ao governo.

 

No PSD, partido de menor expressão, tanto quanto o PDT, pode lhe dar a chance de vislumbrar uma disputa presidencial. Sem Eduardo Campos, morto em um acidente de avião, o partido procura alguém que possa substituí-lo politicamente. É chance de Taques.

 

Mas será que ele já fez esta avaliação. Bem só saberemos quando resolver dar por fim o mistério e divulgar sua nova casa. Até lá, que a especulação continue e que o PDT mantenha a chiadeira, ou a choradeira, pela perda de seu maior líder estadual, sabendo que lhe deu condições para chegar onde chegou, mas que não soube mantê-lo.
 

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