Pingo no i » Quem compra produtos tem o direito de espernear

Quem compra produtos tem o direito de espernear

É o tal negócio, quem compra tem o direito de reclamar do produto. É assim que o senador Blairo Maggi (PR) está encarando o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e, claro, o PT como um todo. O ex-governador mato-grossense não titubeou em apoiar a candidatura Dilma nas duas últimas eleições. E agora com a queda de popularidade da presidente e com a instalação do “parlamentarismo branco”, em Brasília, onde a presidente parece ser apenas uma peça figurativa, o senador se vê como o comprador de um produto com problema: no direito de espernear.

Semana passada Blairo Maggi apareceu no cenário criticando a presidente. Na segunda-feira, pouco antes de um encontro com o governador Pedro Taques (PDT), no Palácio Paiaguás, voltou a criticar Dilma e foi explicito na explicação: “Eu ajudei a eleger a Dilma, tenho o direito de pontuar quando as coisas vão mal”. Como a coisa degringolou no Planalto, o negócio é mesmo espernear.

Mas pelo menos, por enquanto, Blairo não pretende pular do barco da aliança governista. Diz que seu posicionamento no Congresso não significa rompimento. Se criticar a presidente no momento em que ela precisa de ajuda e seu governo vai mal e cutucar a política econômica não significa rompimento, então é, no mínimo, o direito de se manter em cima do muro. Coisas de nossa política, onde criticar e elogiar se diferencia por uma tênue linha do interesse de momento.

 

Taques pode ter concorrência em 2018

O governador Pedro Taques nem conseguiu esquentar ainda a cadeira numero 1 do Palácio Paiaguas e já encontra um adversário para as eleições de 2018, quando deve concorrer a reeleição.


Esta coluna apurou que um senador, que lhe fez oposição na eleição do ano passado já vem preparando o lançamento de sua campanha ao governo do Estado. O senador, que comanda um partido forte, intenso em todo o Estado, já vem formando uma equipe para começar a percorrer o interior e se municiando em encontrar erros do governo para buscar apoios para seu projeto político.
 

O governador que se cuide, pois este adversário é considerado bom de voto e articulado para, ao contrário do pleito passado onde Taques não teve adversário, deixar uma eleição, no mínimo, ferrenha.
 

COMENTÁRIOS