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Riva alega inocência e prefere a prisão a pecha de dedo duro

Corrupto sim, covarde não. O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e ex-deputado José Geraldo Riva não aceita, nem por todos os santos e crenças, a possibilidade de diminuir sua pena ou deixar a cadeia o mais rápido possível entrando no rol dos delatores, entregando suposto esquema de corrupção quando comandava a Casa de Leis. Alega inocência, não teme a prisão e vai lutar até o fim na justiça.

 

A decisão de Riva de preferir ficar encarcerado a ter privilégios como delator, ou popularmente conhecido X-9, alcagueta, dedo duro, entregador, colaborador da justiça, mostra que o ex-homem forte da política mato-grossense pode ter tido a coragem de comandar um esquema de corrupção, mas nunca a covardia de entregar os parceiros ou os “parças” como dizem na gíria do crime.

Riva mantém a firme determinação de alegar inocência. Jura de pé junto que nunca roubou, nunca participou de nenhum ato de corrupção, que sua fortuna foi forjada não nos 20 anos de parlamento, mas nos tempo de corretor de imóveis. Diz não ter medo de suportar anos de prisão e acredita piamente que depois de se livrar da primeira instância e da juíza Selma Rosane Santos de Arruda, sua liberdade será apenas questão de tempo nas instâncias superiores.

 

Se delator é covarde em dedar esquemas que estava comprometido até o pescoço, os alvos da Justiça Mato-grossense e do Gaeco nos esquemas de corrupção que assolaram o Estado, agradecem a coragem de Riva de se manter
 

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