A idade da razão

Vamos jogar o velho fora? O que é envelhecer? É ficar velho? Sim, alguma coisa que fica velha fica automaticamente imprestável, não serve para ser usada e coisa imprestável, joga-se fora.

Entretanto, O que é ser antigo? É ter certo tempo de idade, mas ainda ter serventia. É antigo, mas ainda tem utilidade, então não se joga fora, utiliza-se levando em conta sua história e em se tratando de pessoas a sua experiência de vida

Quando se trata do ser humano, a coisa fica ainda mais interessante e precisando ser discutida, porque, temos que nos manter úteis mesmo nascidos a alguns bons anos atrás.

E posso aqui afirmar que pessoas com mais idade podem ser muito mais úteis do que muitas outras que nasceram mais recentemente.

Depois dos 50, temos mais maturidade, ou seja, amadurecimento. Nossos processos emocionais estão muito mais afiados e nos fazem evoluir e nos aperfeiçoar no decorrer da vida, podendo inclusive ajudar outras pessoas mais jovens nessa evolução.

Pessoas velhas, e elas existem podem acreditar no que afirmo, são imaturas, são ranzinzas, criticam o presente e valorizam o passado, e essa atitude não nos interessa.

A maturidade que se deseja é a superação do passado, aceitação do presente e a valorização do futuro.

O maduro tem a consciência da transitoriedade da vida, aceita e convive muito bem com a proximidade da morte, até porque , desde que nascemos estamos a caminho dessa inexorável verdade, já que no momento em que nascemos começamos a morrer.

Temos que ter clareza que os acima dos 50 anos, ainda tem muita vida útil pela frente, já que a expectativa de vida tem crescido ao longo dos anos. Hoje temos como certo que homens vivem em média até os 75 anos e as mulheres até os 78 anos, e a tendência é de que com o avanço da medicina e da informação democratizada, essa média aumente em muito nos próximos anos.

Então, se cuidarmos do nosso corpo físico através de alimentação saudável, tendo regularidade em exercícios físicos específicos, da nossa mente decifrando os mistérios do inconsciente como crenças, medos, fobias, pensamentos negativos etc, e nos mantivermos em atividade produtiva, teremos por muito mais tempo uma vida repleta, seremos, portanto, longevos saudáveis, felizes e ativos.

Portanto, amigos, vamos valorizar o nosso tempo, vamos contribuir com a nossa experiência, vamos ajudar pessoas a serem a melhor versão delas mesmos, mas para isso temos que criar estratégias e consciência de nossa missão.

EDUARDO CUNHA é arquiteto, construtor e estrategista de carreira, engenheiro de segurança e higiene no trabalho, doutor em Psicologia Social, professor do IFMT, Coach e Practitioner em Programação Neurolingista.

Email: eduardof_cunha@brturbo.com.br