Disputa à Câmara dos Deputados está acirrada

A Câmara dos Deputados tem como atribuições, legislar e fiscalizar, pois o papel de um deputado federal é de extrema importância na política brasileira, tendo em vista, que são eles os responsáveis em fiscalizar e controlar as ações do Poder Executivo. Para que tais ações sejam cobradas no caso do Executivo, eles contam, com o Tribunal de Contas da União (TCU), órgão responsável, por avaliar a aplicação dos recursos públicos. São os deputados federais que aprovam o Orçamento da União, que é uma lei editada todos os anos pelo Executivo, onde são listadas as receitas e despesas do governo federal. Na existência de algum tipo de denúncias ou suspeitas de irregularidades, os deputados podem criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para que tais denúncias sejam investigadas. Talvez, uma das atribuições mais importantes dos nossos, deputados federais; é que eles são os únicos, com poderes para autorizar a instauração de processo de impeachment, contra o presidente da República.

A disputa para Câmara dos Deputados está extremamente acirrada, tendo em vista, grande número de postulantes ao cargo com chances de conquistar uma das vagas.

Alguns, com grande visibilidade política, outros nem tanto, em função de terem sido citados em operações de combate à corrupção, outros flagrados, através de gravação feita pelo ex-chefe de gabinete, Silvio Cezar Corrêa, entregando dinheiro para alguns parlamentares, proveniente de propina, segundo delator; esta gravação faz parte da delação premiada, feita pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, surgiram na corrida eleitoral, novos nomes, com grande visibilidade política.

O mecanismo usado pelos institutos de pesquisas acontece, a partir de entrevistas in loco, com uma pequena parte da população votante, através de amostras de 2 mil pessoas ou até menos; esta metodologia corriqueira usada pelos institutos de pesquisas chama-se amostragem, que é o processo de obtenção de amostras, pequena parte de uma população.

Recentemente, o instituto de pesquisa Mark, ouviu 1.086 eleitores em 81 municípios. Com nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 2,5% para mais ou para menos, outro ponto importantíssimo nesse contexto, diz respeito ao registro da referida pesquisa, na Justiça Eleitoral sob número MT-01860/2018, realizada entre 7 e 11 deste mês, aparecendo na ponta Neri Geller com 2,4% e Emanuelzinho com 2,2%.

Vale ressaltar, que nesta modalidade de pesquisa, espontânea, o entrevistado não conta com ajuda da lista dos nomes dos candidatos, desta forma, amplia-se demasiadamente o número de eleitores indecisos, porém, é um bom indicativo para os candidatos da ponta.

No ápice dessa pesquisa de intensão de votos para Câmara Federal, dois nomes se despontam.

O primeiro, Neri Geller (PP), com 2,4% de intenção de voto, um homem com uma história de vida no mínimo inusitada, emigrante sulista, natural de Selbach (RS), agricultor e empresário rural radicado em Mato Grosso, desde 1994.

Porém nem tudo são flores, a sua família, ao se instalar em Lucas do Rio Verde; naquele momento, não andava bem das pernas, ele e seus irmãos se viram obrigados, a procurar trabalho para ajudar seus pais, momento em que, ele inicia sua primeira atividade com carteira assinada, trabalhando de frentista em um posto de combustível, depois no comércio.

Apenas em 1996 se elege vereador, reelegendo-se em 2000. Dai por diante alçou voos mais altos, de secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, chegou a Ministro da Agricultura, quando ele fala desse episódio memorável em sua vida se emociona, bacana as pessoas que tem sensibilidade, pois nutrem algum tipo de sentimento pelo próximo.

O segundo colocado, Emanuel Pinheiro da Silva Primo (Emanuelzinho), tem 23 anos, talvez o mais jovem concorrente a federal.

Aparece com 2,2% das intenções de voto, o mesmo, está ingressando na política agora, portanto, pouco ou nada poderemos falar a seu respeito, e nem tão pouco, seremos levianos, neste momento em que o referido instituto de pesquisa, o coloca na segunda posição; não faremos qualquer tipo de ilação com seu nome, associando-o ao do seu pai, isso seria uma verdadeira agressão, aos preceitos básicos da democracia.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)