Precisamos de um Presidente da República, neófilo I

 

Eleições 2018 em curso; uma emissora televisiva brasileira, que consegue abocanha grande fatia de dinheiro público, através de propaganda e publicidade, que é colocada, para rádio, TV, internet etc. O montante disponível para todas as empresas de comunicação do país chega a R$ 463 bilhões, é o total do governo em aplicações diretas (gastos). Isso inclui, órgãos governamentais (como a Caixa, que abocanhou R$ 17 bilhões do total), pessoas físicas, jurídicas e etc. A toda poderosa, abocanha uma boa fatia desse montante, levando em consideração que estamos praticamente no meio do ano, e a referida emissora televisiva, tenha ganho até o momento, a bagatela de R$ 2 milhões, até o final do ano, este montante deverá ser bem maior. (dados compilados, do Portal Transparência).

A dinâmica das entrevistas no JN, com os candidatos à presidência da República, mais bem pontuados pela pesquisa Ibope ou Datafolha, mais recente na ocasião da pesquisa eleitoral realizadas pelos mesmos, dos dias 17 a 21 de setembro.

Tendo como mediadores das referidas entrevistas, o âncora da emissora, William Bonner, e Renata Vasconcellos, através de sorteio, assim ficou definido.

Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT, aparece em primeiro lugar na pesquisa, porém, o ex-presidente não pode dar entrevistas por determinação da justiça, ele está preso em Curitiba, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Desta forma o primeiro entrevistado, foi Ciro Gomes (PDT), na segunda-feira (27), a primeira pergunta emblemática a ele formulada, combate à corrupção, Lava Jato, perguntado, em entrevista recente o senhor diz que dá apoio total à Operação lava Jato, que vem combatendo a corrupção no Brasil nos últimos quatro anos, concomitantemente o senhor chamou a Operação Lava Jato de desequilibrada e que cometeu abusos, e que receberia a turma do juiz Sérgio Mouro à bala, caso ele mandasse prende-lo, como o senhor convencerá o eleitor que você realmente apoia a Operação, com uma declaração dessas?

Resposta: "as coisas são muitas vezes ditas num ambiente, num contexto, e essas coisas são tiradas do contexto, entretanto, a Lava Jato só prestará bom serviço ao Brasil se ela for vista pela maioria ou pelo conjunto da sociedade como uma coisa equilibrada".

Outra pergunta emblemática, "qual é a coerência de se dizer intransigente com a corrupção e, ao mesmo tempo, o senhor escolher para integrar o seu governo uma pessoa com um perfil, um histórico como esse de Carlos Lupi, para que ele ocupe o cargo que ele quiser candidato?".

Resposta: "a mim surpreende; em minha opinião, essas informações não estão assentadas, porque a informação que eu tenho é que ele não responde por nenhum procedimento".

O presidente nacional do PDT e ex-ministro do trabalho, Carlos Lupi, é réu por improbidade administrativa, em processo que tramita na 6ª vara da Justiça Federal em Brasília.

Ele também é investigado em inquérito que apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e caixa 2 eleitoral por suposta venda de apoio político para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff em 2014, esse inquérito foi aberto no Supremo Tribunal Federal e agora tramita no Tribunal Regional da 3ª Região (TRF-3). Também é citado na delação de Carlos Miranda, apontado pela justiça como operador do esquema financeiro chefiado pelo ex-governador Sergio Cabral.

Os demais entrevistados, serão discorridos na próxima edição, se não, o artigo ficaria muito prolixo.

Professor Licio Antonio Malheiros é geografo (liciomalheiros@yahoo.com.br)