Troca-troca

A palavra em questão, tem como significado principal a transferência mútua entre pessoas ou coisas sem que esteja envolvida troca de dinheiro. A utilização de manobras sórdidas pouco ortodoxas, visando evitar a derrota de o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados; partidos da base aliada trocaram nove dos 66 integrantes do colegiado até a sessão para leitura do parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) sobre o pedido de autorização para que o peemedebista seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva.


Neste momento decisivo, tem-se início o vale tudo, com o "toma lá, da cá", segundo a oposição, tal feito ocorreu através da disponibilização de emendas parlamentares de execução obrigatórias para a sua base no Congresso, em troca de apoio.


Outra manobra, por parte dos governistas foi à troca sistêmica de membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), alguns membros, trabalharam a mais de dois anos na referida comissão e foram substituídos de forma inesperada, visando garantir, maioria a favor dos governistas.
É lamentável a troca de parlamentares nessa comissão, porém nada pode ser feito, tendo em vista se tratar de uma prerrogativa dos partidos, que encaminham diretamente à Presidência da Câmara, sem que nada possa ser feito no âmbito da comissão; esta manobra sórdida, pode até ser legal, porém é imoral.


Ao todo, nove vagas de titulares foram trocadas na comissão nos últimos 15 dias, quatro delas no PR, e uma nos seguintes partidos: PMDB, PRB, PTB, SD e PSD; sendo que do PR os quatro integrantes da comissão, foram trocado minutos antes da leitura do relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que votou favorável à admissibilidade da denúncia contra Michel Temer (PMDB).


Vale ressaltar que a comissão tem apenas o papel de autorizar ou não, a admissibilidade do processo e não julgar o presidente.


Tendo como papel principal, admitir a autorização para que ele seja processado, tendo como indícios que devem ser apurados pelo judiciário: a gravação de conversa de Temer com o presidente do grupo JBS, Joesley Batista, o possível recebimento de 500 mil pelo ex-assessor do presidente, Rodrigo Rocha Loures e a regularidade dos encontros de Temer com o empresário.
Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é Geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)