Intercâmbio: crescimento pessoal e profissional

Entre os brasileiros, o mercado de educação no exterior cresceu 23% em 2017 e alcançou a marca inédita de 302 mil estudantes, de acordo com pesquisa divulgada no último ano pela Selo Belta, da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta). A globalização abriu portas pessoais e profissionais que antes pareciam ser inalcançáveis para muitos jovens recém formados, seja no ensino médio ou superior.

Fazer um intercâmbio pode trazer resultados permanentes para o estudante, e agregar valor ao seu perfil no mercado de trabalho. Passar um tempo em outro país significa sair da zona de conforto, o que pode ser um benefício a longo prazo. Muitas empresas, principalmente as multinacionais, costumam dar preferência aos candidatos que tiveram esta oportunidade. Não somente pela habilidade subentendida de domínio de outro idioma, mas pelo contato com outras culturas e o desenvolvimento da autoconfiança.

Como experiência lá fora, os cursos de idiomas ainda são os mais procurados, principalmente o inglês, mas outra modalidade que têm levado brasileiros é a procura por mestrado e doutorado.

Ser fluente em outro idioma ainda é visto como um diferencial no currículo, por isso vale a pena investir. Uma pesquisa do site de empregos Catho revelou que a diferença salarial entre um profissional com e sem domínio do idioma pode chegar a 70%. Quando o assunto é o espanhol, chega a 40%.

O domínio de outra língua chega a ser, até mesmo, requisito fundamental para alguns postos de trabalho. Quem tem este diferencial pode conquistar cargos altos e em renomadas empresas. As organizações projetam neste perfil várias possibilidades de interação e negócios, principalmente com outros países. Em um ranking de 70 países, organizado pela EF Education First, empresa de educação internacional especializada em intercâmbio, o Brasil ocupa a 41ª colocação em nível de inglês.

O que levantamos aqui é o novo cenário que estamos. Se existe dúvida sobre fazer ou não um intercâmbio, considere não apenas os benefícios a curto prazo, como conhecer outro país e viajar para fora, mas principalmente, as consequências a longo prazo que este momento da vida pode trazer. Geralmente o momento é de identificação e aprofundamento pessoal e profissional. Quem sabe você não descubra até mesmo a profissão que de fato deve seguir?

Márcio Dornellas é formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em licenciatura matemática.


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