Advogado quer ouvir Marrone sobre caso envolvendo sertanejo Eduardo Costa

| 08/08/2018 06:30:08

“Nós queremos mostrar que houve má-fé por parte de Eduardo Costa”, disse Alves.

Foto: Rubens Cerqueira/Divulgação)

O advogado do casal que processa Eduardo Costa por estelionato, Arnaldo Soares Alves, quer que Marrone seja ouvido na Justiça em processo envolvendo o cantor sertanejo.

Segundo o inquérito, Costa negociou uma casa às margens do Lago de Furnas, em Capitólio, no Sul de Minas, avaliada em cerca de R$ 6 milhões, em troca de uma casa na Região da Pampulha, na capital mineira. A diferença de valores – o imóvel em Belo Horizonte vale R$ 9 milhões - seria paga com uma lancha, no valor de R$ 250 mil, uma moto aquática, no valor de R$ 25 mil, e uma Ferrari, avaliada em R$ 1,1 milhão.

O carro de luxo não chegou a ser repassado para o casal, de acordo com Alves. “Disseram que caiu de preço, mas que tinha quem comprasse”, afirmou. Segundo ele, o veículo foi comprado por Marrone e, pela negociação do carro, R$ 800 mil teriam sido entregues para o casal.

Porém, o sertanejo teria comprado o veículo por R$ 1,1 milhão e que esta negociação teria sido feita entre os dois músicos, fazendo com que o casal deixasse de receber pelo menos R$ 300 mil.

 
Eduardo Costa chega para prestar em Belo Horizonte (Foto: Raquel Freitas/G1 Minas)

Eduardo Costa chega para prestar em Belo Horizonte (Foto: Raquel Freitas/G1 Minas)

O caso faz parte de um outro processo aberto pelo advogado que tramita na Vara Cível de Piumhí, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais. “Nós queremos mostrar que houve má-fé por parte de Eduardo Costa”, disse Alves.

O advogado quer que Marrone seja ouvido pela Justiça para confirmar a transação. Procurado pelo G1, o cantor se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa e disse em nota que já foi ouvido sobre o caso.

 

“Todas as informações referentes ao processo estão nos autos, vale lembrar que o cantor já prestou seu depoimento para esclarecer os fatos. Sendo assim, não há mais nada a declarar que não esteja em nossa sólida defesa”, disse.

Em relação à moto aquática e à lancha, Alves afirmou que foram entregues ao casal, mas ainda não foram transferidas de propriedade.

 
Por ter sido contruído em área de preservação, imóvel pode ser demolido (Foto: Facebook/Reprodução)

Por ter sido contruído em área de preservação, imóvel pode ser demolido (Foto: Facebook/Reprodução)

Furnas

No processo de estelionato, a denúncia diz que o casal, ao tentar registrar o imóvel de Furnas, de cerca de 4 mil metros quadrados, percebeu que ele era alvo de uma ação civil pública, em que o Ministério Público Federal (MPF) pedia a demolição parcial porque o terreno estaria em uma área de preservação permanente.

Após prestar depoimento em Belo Horizonte, Eduardo Costa afirmou que não agiu com má-fé. Segundo ele, o casal sabia que o terreno estava em área de preservação permanente, assim como ele também tinha conhecimento do fato quando adquiriu o imóvel. O artista afirmou, ainda, que toda a negociação foi feita com a presença dos advogados dele e também do casal. "A gente tomava café enquanto os advogados cuidavam do negócio", disse.


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