MUDANÇAS NA COCA

Coca-Cola passa por sua maior mudança desde 1892

Jornalista Jonas Jozino | 31/10/2019 05:24:28

Outra medida foi o anúncio do lançamento de uma bebida energética da Coca com o objetivo de desbravar este crescente mercado americano, em 2020. O novo energético já está disponível em 25 países europeus.


O CEO da Coca-Cola, James Quincey, vem promovendo uma profunda mudança na corporação: torná-la uma “empresa completa de bebidas” para acelerar seu crescimento global. Não se trata de abandonar o nome Coca-Cola, é claro, mas sim de ampliar o portfólio de produtos de uma maneira que não vê desde a fundação da companhia, em 1892.

 

Sob a liderança de Quincey, a Coca lançou mini latas de refrigerante para atender a demanda dos consumidores que querem um pouco, mas não uma tonelada de açúcar. Também surgiram as latas magras de Coca Diet com sabor de limão, pois os millennials estão exigindo sabor sem as calorias.

Outra medida foi o anúncio do lançamento de uma bebida energética da Coca com o objetivo de desbravar este crescente mercado americano, em 2020. O novo energético já está disponível em 25 países europeus.

Além de tudo isso, a gestão de Quincey também foi a responsável pela decisão de adquirir o Costa Coffee por US$ 5,1 bilhões em 2018, para explorar mais agressivamente o popular mercado de café. O cardápio de bebidas e formatos da empresa nunca foi tão grande a abrangente.

 

Embora Quincey tenha se mantido relutante a entrar no ainda incerto mercado de bebidas com canabidiol e a competir com a divisão Frito Lay da rival PepsiCo no mercado de salgadinhos, seu objetivo de transformar a Coca-Cola em uma “empresa total de bebidas” continua a agradar os investidores.

Isso vem ocorrendo, em parte, devido ao fato de que os esforços para atender às demandas crescentes dos consumidores estão tendo um impacto positivo nos resultados trimestrais da companhia.

A Coca-Cola anunciou recentemente lucros de US$ 0,56 por ação, em linha com as previsões de Wall Street. As receitas somaram US$ 9,5 bilhões em comparação com os US$ 9,4 bilhões estimados, impulsionadas pelas opções de refrigerante sem açúcar, sucos e água.

A gigante das bebidas aumentou ligeiramente a sua previsão de crescimento de vendas orgânicas para 5%, e alterou sua projeção de lucro por ação anual de um declínio de 1% para um aumento de 1%.

O valor da ação da Coca subiu cerca de 3% diante das notícias. Ao longo do ano, as ações da companhia subiram quase 21%, em comparação com uma valorização de 8% do S&P 500 e de 6% do Dow.

Wall Street continua impressionado com a busca de Quincey pela inovação no mercado das bebidas.

“Na nossa análise, o CEO James Quincey continua mantendo uma posição altamente agressiva em sua proposta de construir uma empresa total de bebidas”, diz Laurent Grandet, analista do mercado de bebidas da Guggenheim Securities. “Os resultados do terceiro trimestre fornecem mais evidências de que a estratégia da Coca-Cola para promover o crescimento das suas receitas está funcionando e ganhando força”.

Grandet espera que as bebidas energéticas da Coca gerem US$ 200 milhões em vendas no ano que vem.