BOM DE GRAFITE

Grafiteiro cacerense faz sucesso com ''oesia visual em Cuiabá

Jornal Oeste | 11/02/2018 09:38:38

O artista plástico Rafael Jonnier, que possui diversas obras pelas ruas de Cuiabá, acredita que o grafite traz benefícios para a cidade


O grafite sempre foi uma manifestação duramente criticada por muitos, pois em alguns aspectos sua expressão pode ser interpretada como rabisco que causa poluição visual, ou até ato de vandalismo.

Nos últimos tempos, porém, o grafite passou a ser uma arte de rua reconhecida pela sofisticada qualidade artística.

Hoje as pessoas podem também admirar a beleza estética dos traços em meio ao caos da vida nos grandes centros urbanos.

O artista plástico Rafael Jonnier, que possui diversas obras pelas ruas de Cuiabá, acredita que o grafite traz benefícios para a cidade.

“Eu sei que estando ali, eu vou ajudar aquele espaço para quem passa. Isso é para transformar em uma poesia visual, não uma poluição visual”, afirmou.

Para o grafiteiro de 26 anos, a arte de rua tem conquistado um grande espaço na sociedade.

“Hoje você pode ver que tem casa, condomínios fechados, apartamentos de luxo com grafite. Está mudando esse conceito de marginalizado”, disse Rafael.

Ele acredita que o preconceito com o grafite está diminuindo com a evolução das tecnologias e dos próprios artistas.

“Hoje esse preconceito está diminuindo. Acho que as redes sociais estão ajudando muito. E de um tempo para cá começaram a surgir outros tipos de grafiteiros que começaram a levar para a galeria, a comercializar essa arte”, relatou.

Apesar disso, existe a pichação que contribuiu para o desenvolvimento do grafite, avalia.

“O piche é um código entre pessoas que estão na rua. Mas o bom é que o piche respeita o grafite e o grafite respeita o piche. Se não fosse o piche, não sei como o grafite iria existir. Mas ainda o piche é muito julgado pela sociedade”, revelou o artista.

A construção de um artista

Rafael contou que desde criança era apaixonado por grafite e foi quando ainda morava em Cárceres que ele teve o primeiro contato com a arte, aos 17 anos.

“Eu trabalhava em uma empresa em Cárceres que fazia estampas de camisetas. E teve uma feira em São Paulo, foi a primeira vez que eu viajei para fora do Estado. E nisso eu tive o primeiro contato real na minha frente. O meu tio pichava quando eu era criança, mas nada de grafite artístico”, relembrou o grafiteiro.


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