Confusão e tensão marcam segundo dia de audiências do caso Daniel, no Paraná

Ig Esportes | 19/02/2019 11:30:03

Mãe do jogador morto no ano passado disse que pretende ficar cara a cara com Edison Brittes, o assassino confesso

O segundo dia de audiências do caso Daniel, no Paraná, foi de bastante tensão. O andamento do processo com os depoimentos de testemunhas e acusados está sendo realizado no Fórum de São José dos Pinhais.

Nesta terça-feira, as testemunhas classificadas como sigilosas e que fazem parte do grupo de acusação vão falar sobre o caso Daniel. Além deles, também está programado um depoimento de Eliana Corrêa, mãe do jogador assassinado por Edison Brittes no ano passado.

Na chegada a Curitiba, na segunda-feira, Eliana disse que pretende ficar frente a frente com a família Brittes. "Vou tentar olhar para a cara deles. Eu diria que tenho penas deles, que eles não têm vida mais. Só que eles tiraram a vida do meu filho e meu filho não sofre mais, mas eu sofro e eles também sofrem".

Uma confusão marcou o início dos trabalhos, logo pela manhã, deixando o ambiente tenso e tumultuado. Cláudio Dalledone Júnior, advogado da família Brittes, e Nilton Ribeiro, assistente da promotoria, bateram boca dentro da sala de audiência, ambos com tom de voz alto.

"Ele está falando alto e a juíza interrompeu. Temos excessos do assistente de acusação. Ele está se exaltando, porque as coisas estão fugindo do controle", disse Dalledone à imprensa que está no local.

Já Nilton disse que a defesa dos réus quer tirar o foco. "Ao meu ver, a defesa está tentando jogar fumaça para desviar o foco, mas o crime é bárbaro e hediondo. As testemunhas dizem que Daniel pediu 'socorro, por favor não me matem", explicou Ribeiro.

A juíza Luciani Martins de Paula, que cuida do processo, determinou que Cristiana e Allana Brittes, mãe e filha, não devem mais usar algemas durante atos judiciais. Elas chegarem ao Fórum com as mãos e os pés algemados, mas o argumento é de que ambas não representam perigo.

Edison Brittes, assassino confesso de Daniel, foi liberado apenas das algemas dos pés.

No primeiro dia de audiências do caso Daniel, Nilton Ribeiro comentou que os depoimentos relataram o que aconteceu dentro da casa da família Brittes na madrugada em que o atleta foi morto brutalmente. Três testemunhas foram ouvidas na segunda-feira, em cinco horas de sessão.