Do bullying ao ringue: lutador de MMA vira campeão com a ajuda de tecnologia

Atleta de periferia da África do Sul superou o bullying e com a ajuda de aplicativo para celular, tornou-se campeão do mundo da luta; confira

| 13/09/2017 08:25:06
Ashley William Robinson, lutador de MMA
Reprodução
Ashley William Robinson, lutador de MMA

Nascido e criado na pequena cidade de Paarl, na província de Western Cape, na África do Sul , Ashley William Robinson passou por poucas e boas até chegar onde está. Quem vê o lutador hoje no ápice da forma atlética, não imagina que quando mais novo, era um adolescente pequeno, magro e fraco. Por isso, chegou a ser massacrado pelo bullying.

 

O sul-africano hoje carrega o citurão de campeão amador de kickboxing SA, de campeão da CFL e do PFC K1 e parte do seu sucesso se deve à tecnologia. Foi a partir de um aplicativo para celular, chamado Freeletics, que os treinos começaram. "Quando comecei a treinar com o aplicativo, eu já era um atleta, mas mesmo assim fui desafiado a usar todos os músculos do corpo ao mesmo tempo e preparar a minha mente. Isso me deixou mais ágil e forte, além de me ajudar a me focar para conseguir deixar todos os problemas fora do ringue", afirma o lutador .

A história de superação de Robinson foi contada em um curta metragem documental da campanha "Redefina Seus Limites". Nas imagens, o jovem conta suas histórias e desafios sociais, esportivos e relacionados à saúde.

Assista a história de Ashley Robinson:

A cidade do sul-africano não era um dos melhores lugares para se crescer, mas com o intuito de desviar o filho do mau caminho, os pais o apresentaram o esporte. "Minha infância foi quase toda na periferia de Paarl, que é chamada de Chicago. É um lugar onde há muita bandidagem, muita criminalidade. E meus pais decidiram que eu seria diferente das outras crianças do nosso bairro e me colocaram academia de karatê", conta.

"Durante todo o meu ensino fundamental, sim, eu sofri bullying . Eu era uma criança muito pequena, muito magro e muito mole. E havia grupos de crianças que queriam ser criminosos e seus maiores exemplos eram os maiores criminosos. Elas queriam dinheiro para comprar comida e quando eu perguntava o porquê deles não terem comida, o maior deles me batia e os outros me chutavam", diz Ashley Robinson .

"Então eu falava para mim mesmo, 'deixa eles serem quem eles quiserem, eu vou seguir em frente com a minha vida e vamos ver onde isso vai dar", completou o lutador.


ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do 24 Horas News