Jogador do América é morto durante operação policial no Rio de Janeiro

Lance | 13/08/2019 08:00:14

Dyogo acabou sendo socorrido no local e transferido para a Policlínica do Largo da Batalha, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu

O jovem Dyogo Coutinho morreu durante uma operação policial na comunidade da Grota, em Niterói, no Rio de Janeiro. Jogador da categoria de base do América, o menino de 16 anos estava deixando a comunidade indo para um treino quando foi atingido por um tiro nas costas.

Dyogo acabou sendo socorrido no local e transferido para a Policlínica do Largo da Batalha, mas o jogador não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Seu corpo foi reconhecido no local pelo seu avô, motorista de ônibus, que passava pela região e resolveu descer do veículo após avistar a vítima na entrada da comunidade. Quando se aproximou, avistou que na verdade, se tratava do seu neto.

Cristovão Brito disse ter resolvido descer do ônibus após lembrar que seu neto saíra da comunidade, naquele horário, para o treino. Ele ainda criticou a ação dos policiais do Batalhão da Polícia de Choque, que, segundo Cristóvão, afirmaram que Dyogo era um traficante.

"Passei na hora no ônibus. Passei e vi um corpo no chão, mas não identifiquei que era meu neto. Quando cheguei uns 50 metros à frente, que me deu um toque na cabeça que meu neto tinha descido para ir treinar. Parei o ônibus, coloquei no freio de mão, fui lá ver e era meu neto. Agora, imagina uma situação dessa. E os PM's lá. Ainda disseram que meu neto era traficante", afirmou o avô, em entrevista à TV Globo. 

"Era só chamar ele, mandava encostar, verificava a bolsa que ia ver que ele ia treinar, e liberava. Não atirar. O tiro pegou nas costas e saiu aqui do lado (na costela). Ainda falaram para mim que meu neto era traficante. Brincadeira", finalizou. 

Aos 16 anos, Dyogo era atleta não federado do América-RJ. Na ocasião, ele estava indo treinar nas dependências do clube como preparação para uma competição municipal na qual estava competindo. O treinador do jovem jogador esteve no local após o ocorrido, junto a supervisores do clube. 

A morte do jogador Dyogo Coutinho gerou revolta aos moradores da comunidade onde o menino morava. Como resposta, algumas pessoas organizaram um protesto na Av. Presidente Roosevelt, no bairro de São Francisco em Niterói, e acabaram ateando fogo em um ônibus que passava pelo local na hora da manifestação.