Justiça da Espanha emite ordem de captura contra Ricardo Teixeira, diz site

| 18/07/2017 12:20:02

Ex-presidente da CBF está envolvido em esquema montado por Sandro Rosell, ex-mandatário do Barcelona, detido desde maio

A Justiça da Espanha emitiu uma ordem internacional de captura contra o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol ( CBF ) Ricardo Teixeira. A informação foi dada pelo site espanhol "Cronica Global". O pedido seria baseado na participação do ex-cartola em um esquema montado pelo ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell, preso desde maio, e que teria desviado milhões de dólares na organização de amistosos da seleção brasileira.

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De acordo com o portal, o pedido de prisão de Ricardo Teixeira  foi emitido pela juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional , no dia 12 de junho, 15 dias após a prisão de Rosell. 

Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, , teve ordem de captura emitida na Espanha
Divulgação
Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, , teve ordem de captura emitida na Espanha

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No pedido, a juíza escreveu: "Teixeira obteve de forma indireta, mediante um emaranhado societário que se nutria da renda proveniente do abono da ISE (empresa beneficiária dos direitos audiovisuais de 23 partidas da seleção do Brasil) para a Uptrend (sociedade com contas ocultas em Andorra), grande parte dos 8.393.328 euros (aproximadamente R$ 29 milhões) que ISE pagou para a Uptrend pela suposta intermediação dessa última".

O Brasil tem um tratado de extradição com a Espanha, mas mesmo em caso de prisão, pelo fato de Teixeira morar no Brasil, a chance de extradição é quase nula.

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Outros casos

No final de junho, a Fifa divulgou o relatório Garcia , que indicou possíveis esquemas de corrupção nas escolhas das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 e Teixeira também foi citado. Ele é acusado de receber regalias dos organizadores da candidatura do Catar para receber o Mundial de 2022 durante um amistoso entre Brasil e Argentina em 2010.

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Logo depois, procurado por um jornal brasileiro, Ricardo Teixeira ironizou o relatório o chamando de inconclusivo . Uma coisa chamou a atenção, no entanto: o ex-cartola não havia lido o documento de mais de 300 páginas. Aos 70 anos, Teixeira é investigado também nos Estados Unidos.