Sem apoio? Jogo da seleção feminina reúne 'pequena multidão' no meio da tarde

Flavia Matos | 18/06/2019 19:05:11

Fomos assistir ao jogo entre Brasil x Itália no Sesc Pompeia e encontramos uma torcida animada, nervosa e 'corneteira'. Leia mais

A , na Copa do Mundo de futebol feminino, foi assistida por uma pequena multidão no Sesc Pompeia.

Por meio do projeto ‘Corpo Feminino – das proporções ao protagonismo’, a diretoria do Sesc instalou um telão no espaço de convivência e exibe todos os jogos da Copa do Mundo de futebol feminino, tanto do Brasil como de outras seleções.

E nesta terça-feira (18) o local recebeu bastante gente para o último jogo da seleção brasileira na fase de grupos. Timidamente as pessoas começaram a chegar faltando uma hora para o início da partida e assim que a bola rolou as cerca de cinquenta cadeiras dispostas em frente ao telão estavam todas ocupadas.

O público foi muito misto. Entre pessoas de mais idade, jovens e adultos predominou a presença de mulheres. Raquel Moreira, uma animada torcedora que chegou bem cedo, contou que saiu do Edifício Martinelli, na zona central da capital, até a Pompeia para ver as meninas do Brasil.

“Na Copa masculina eles colocaram telões para assistir lá no centro, mas agora não tem nada. Eu não consegui encontrar ninguém para assistir comigo, então vim pra cá”, disse Raquel, que foi liberada do trabalho para ver o jogo.

Quem também estava lá era Julio Franco, de 62 anos. Funcionário de uma gráfica, foi a segunda vez que ele apareceu no Sesc Pompeia para ver o Brasil. “Vim no jogo que nós perdemos [contra a Austrália]. Tinha muita gente. Acho legal essa iniciativa do Sesc e de ver tantas pessoas torcendo pelo Brasil. A torcida é mais animada que para a seleção masculina”, contou.

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A dupla de amigas Fernanda e Lúcia Eliza foram assistir pela primeira vez, assim como Raquel, e chegaram cedo para pegar um bom lugar. “Acho muito legal essa iniciativa. A Copa do Mundo feminina está muito emocionante”, opinou Fernanda.

Com a bola rolando o espaço foi ficando cada vez mais cheio de gente. E a cada erro de bola do Brasil era possível ouvir gritos e reclamações. No segundo tempo a tensão aumentou ainda mais e com mais público o Sesc virou uma verdadeira arquibancada.

No lance de pênalti para a seleção brasileira o público enlouqueceu, comemorou o feito de Marta, aplaudiu a camisa 10 quando ela foi substituída e sofreu até o último segundo com a defesa de Bárbara em cobrança de falta da Itália.

A partida era da seleção feminina, mas a seleção masculina não saiu da boca do povo. A cada lance de falta mais forte, como a de Bartoli contra Debinha, e quando as jogadoras do Brasil caiam em campo, os presentes no Sesc sempre falavam “Se fosse o Neymar ia estar rolando até agora” ou algum outro tipo de piadinha com o camisa 10 da seleção masculina.

No intervalo, quando a transmissão passou as informações do jogo entre Brasil x Venezuela, que acontece na noite desta terça-feira pela Copa América, teve quem disse “Eu não quero saber disso, essa seleção não interessa”.

E se teve cobrança com os jogadores da seleção masculina, teve muito chiado com Ludmilla, a camisa 19. A atleta não tem feito uma boa Copa do Mundo e sempre que perdia a bola a torcida no Sesc reclamava.

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Fora as ‘cornetadas’, a seleção feminina do Brasil teve um apoio gigante de homens, mulheres, crianças, jovens e idosos no Sesc Pompeia. Nas oitavas de final do Mundial, a seleção ainda não tem adversário definido. Pode pegar França ou Alemanha.