ACABOU A GREVE

Acabou a greve na Educação; aulas serão retomadas no dia 14

Jornalista Jonas Jozino | 09/08/2019 17:50:12

Apesar de ter sido a maior greve da história da Educação em Mato Grosso, foi também a que a categoria acabou desistindo do movimento sem nenhum ganho concreto, apenas com a promessa de um possível aumento no ano que vem caso Mato Grosso consiga sair do “vermelho”.

 

Sem nenhum centavo de aumento para este ano, termina a greve dos servidores da Educação de Mato Grosso, que durou 75 anos. A volta às aulas acontecerá na quarta-feira (14). O movimento paredista começou em 27 de maio com os professores exigindo o pagamento da Lei 510/2013. Com o governador Mauro Mendes afirmando que não tem recursos financeiros e que “podem até me virar de ponta cabeça que não sai um centavo”, os servidores em assembleia geral decidiram aceitar a proposta de ter aumento no ano que vem, caso a Lei de Responsabilidade Fiscal que determina o teto máximo de 49% com folha de pagamento não seja atingido.

 

O final da greve dos servidores da Educação começou a ser concretizada na terça-feira, quando o Governo do Estado através do MT Saúde anunciou que estava prorrogando o prazo para acertos da dívida com plano para o dia 20 de agosto, exatamente a data que o Mauro Mendes confirmou para pagar a primeira parcela dos salários que determinou fossem retidos pela Secretaria de Fazenda dos grevistas.

 

Apesar de ter sido a maior greve da história da Educação em Mato Grosso, foi também a que a categoria acabou desistindo do movimento sem nenhum ganho concreto, apenas com a promessa de um possível aumento no ano que vem caso Mato Grosso consiga sair do “vermelho”.

 

Na assembleia geral desta sexta-feira, realizada em frente ao Tribunal Regional do Trabalho a categoria deliberou que aceitava as propostas apresentadas pelo governo Mauro Mendes de forma parcial. Os servidores insistem para que o Governo confirme conceder o aumento da Lei 510/2019 de 7,69% no próximo ano.

 

Ao confirmar o fim do movimento paredista, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira reconheceu que as reivindicações do movimento não foram atendidas, mas acredita que podem ser resolvidas com continuas conversar com o Governo.

 

"É uma greve que foi suspensa, com uma série de pontos a serem superados e conversados com o Governo Mauro Mendes. Depois desses dias todos de greve, a categoria se mostrou bastante determinada e unida em fazer esse movimento, resistir mesmo com a questão do corte de ponto, sem o apoio devido do poder judiciário, tanto que entendeu que é o momento de dar uma segurada para constituirmos um novo processo de resistência no próximo período", disse.

 

Em seguida ele avisou aos professores e servidores da Educação que foram até a assembleia, que a volta às aulas, não significa que a categoria esteja sendo submissa às determinações e “arroubos” do governo estadual. Segundo ele, o movimento estará em alerta e a luta vai continuar.

 

"A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado de Mato Grosso, mesmo porque o ponto principal da Lei 510/2013, não houve um posicionamento efetivo do Governo do Estado. A categoria reafirma que caso o Governo não integralize ou apresente uma proposta até a próxima data base do ano de 2020, nos poderemos ter uma nova greve", acrescentou.