Bandeira tarifária fica amarela e brasileiro terá conta de luz mais barata

| 25/08/2017 16:05:05

Mudança da bandeira de vermelha para amarela foi determinada por uma melhora das condições hidrológicas ocorrida nas regiões Sul e Sudeste

Brasil Econômico

Conta de luz deixará de ter acréscimo de R$ 3 a cada 100 quilowatts-hora e passará a ter adição de R$ 2
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Conta de luz deixará de ter acréscimo de R$ 3 a cada 100 quilowatts-hora e passará a ter adição de R$ 2

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que a bandeira tarifária para setembro será amarela. Isso representa um acréscimo de R$ 2 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora (kwh) consumidos, valor inferior ao vigente no mês de agosto, que adiciona R$ 3 a cada kwh consumidos.

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De acordo com a Aneel, o que determinou a mudança da bandeira de vermelha para amarela foi a melhora das condições hidrológicas nas regiões Sul e Sudeste. No mês de agosto, a bandeira vermelha em vigor na conta de luz é a de patamar 1.

Segundo informações do relatório do Programa Mensal de Operação do Operador Nacional do Sistema (ONS), o valor da usina térmica mais cara em operação é de R$ 411,92/megawatts/hora, o que foi determinante na redução da bandeira vermelha para a amarela.

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Custo de acionamento

O que define a cor da bandeira tarifária do mês é o custo de acionamento das usinas termelétricas. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas.

A cor da bandeira é impressa na conta (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração. Nos períodos em que chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.

Ainda de acordo com a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra, mas uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido.

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A agência, no entanto, admite que a metodologia das bandeiras deve ser revisada no ano que vem. O objetivo é evitar mudanças bruscas na conta de luz de um mês para o outro. Ainda assim, a Aneel  defende que o sistema atual sinaliza o custo efetivo da energia gerada, estimulando o uso consciente da energia elétrica por parte da energia elétrica.