Brasil e mundo relembram Marielle e Anderson um ano após mortes

Metrópoles | 14/03/2019 22:20:02

“A Marielle perguntou, eu também vou perguntar: quantas mais têm que morrer para essa guerra acabar?”, era uma das frases de protesto

Nesta quinta-feira (14/3), um ano depois dos assassinatos da vereadora carioca Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, várias manifestações, no Brasil e no mundo, celebraram a memória de ambos. O Rio de Janeiro foi palco de muitas homenagens. No local do crime, no centro da capital, na Câmara dos Vereadores e no Complexo da Maré havia flores e pessoas entoando palavras de ordem.

O “Amanhecer com Marielle” iniciou o dia. Faixas e flores tomaram o local, no bairro do Estácio, onde o carro da vereadora foi alvo dos tiros. Na escadaria da Câmara, mulheres em pernas de pau ostentavam faixas com dizeres como “Marielle Gigante”.

No Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio, foram espalhados mais de 300 girassóis nas escadarias. Uma faixa questionava: “Quem matou Marielle?”.

Houve uma missa solene pela memória de Marielle e Anderson, na Candelária, uma das principais igrejas do Centro da cidade. O cardeal-arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, celebrou a missa, que contou com a presença da família da vereadora.

O pai de Marielle, Antonio Francisco Neto, disse que somente agora, um ano depois do crime, “a ficha caiu”. Ele afirmou que, ao longo desses 365 dias, vinha se mantendo forte. “Hoje minha fortaleza ruiu”, disse, na igreja.

Em São Paulo, o ato em torno do ano que passou desde a morte de Marielle Franco foi marcado pela frase: “A Marielle perguntou, eu também vou perguntar: quantas mais têm que morrer para essa guerra acabar?”.

O rosto de Marielle estava por todo lado: cartazes, faixas, blusas e adesivos. Na praça Oswaldo Cruz, na Bela Vista, centro de São Paulo, milhares de pessoas prestaram homenagens à vereadora e cobraram respostas de autoridades sobre os mandantes do crime.

No exterior Brasileiros que moram no exterior também prestaram homenagens. Na cidade italiana de Milão, ela foi lembrada com pichações nos muros, com perguntas em português e italiano: “Quem mandou matar Marielle?”.

Em Buenos Aires, na Argentina, houve colagem de adesivos com placas que mudam o nome de ruas da cidade pelo de Marielle. Na Europa, mensagens foram escritas na fachada do edifício da missão brasileira na União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica.

Outras cidades também froam palcos de homenagens: Waisenhausplatz, Zurich, Bern e Genebra (Suíça), Coimbra, Lisboa e Porto (Portugal), Montreal (Canadá), Madrid e Barcelona (Espanha), Londres (Inglaterra), Sydney e Melbourne (Austrália), Berlim (Alemanha), Bogotá (Colômbia), Aarhus (Dinamarca), Paris (França), Bologna (Itália), Estocolmo (Suécia), Montevidéu (Uruguai), Londres (Inglaterra) Washington DC, New Jersey, Boston, Cambridge, Oakland, Los Angeles e Santa Cruz (Estados Unidos).

(Com Agência Estado e Brasil de Fato)

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Jornalista: Carlos Estênio Brasilino