MANIFESTAÇÃO EM CUIABÁ

Cuiabanos trocam passeata por carreata em apoio a Bolsonaro

Jornalista Jonas Jozino | 26/05/2019 17:25:29

A concentração em Cuiabá, marcada, teve início às 15h, na Praça das Bandeiras, em frente a um shopping e próximo ao Palácio Paiaguás

A exemplo do que aconteceu em todo o Brasil, a manifestação em prol do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi aquilo que seus organizadores esperavam. A participação dos apoiadores do presidente e contra o STF, a classe política e o centrão, que não cumpriu o que prometia dar ao Governo, como de costume na capital, promovereram uma carreata pela Avenida Historiador Rubens de Mendonça ao invés de uma grande caminhada. Para justificar o apoio, um dos organizadores disse que o importante é que os “apoiadores de Bolsonaro não estão em cima do muro, mas na avenida”.

A concentração em Cuiabá, marcada por apoiadores teve início às 15h, na Praça das Bandeiras, em frente a um shopping e próximo ao Palácio Paiaguás, seguindo em carreata até o centro da cidade. Todos estavam com bandeiras e roupas verde amarela.

A movimentação, classificada pelos organizadores como contra os “inimigos do Brasil”, defendeu o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a Medida Provisória 870 (da reforma administrativa) e a reforma da Previdência, além de gritos contra o centrão, a esquerda brasileira e contra o parlamento nacional, principalmente ao presidente do Congresso, Rodrigo Maia.

Até às 17 horas, ao final da manifestação, os organizadores não tinham uma estimativa de quantas pessoas participam do ato. A Polícia Militar também não informou o número.

Os manifestantes passaram com a carreata pelas avenidas Getúlio Vargas, Miguel Sutil e Agrícola Paes de Barros, encerrando o ato no estacionamento da Arena Pantanal.

A senadora Selma Arruda (PSL), que se elegeu se colocando como candidata de Bolsonaro, participou do manifesto e aproveitou para acusar “centrão”, formado por partidos do centro do espectro político brasileiro, de estar boicotando o Governo.

"Nós queremos que o centrão se coloque no seu lugar e respeite os eleitores. Nós queremos que deixem o nosso presidente governar. Parar com essa sabotagem. Nós queremos a reforma da Previdência, nós queremos a reforma administrativa também, queremos a aprovação das medidas [anticorrupção] do [ministro Sérgio Moro] e nós queremos a CPI da Lava Toga”, afirmou a senadora, que foi juíza por 22 anos.