Empresária espancada: “Arma de fogo resolveria”, diz Carlos Bolsonaro

Metrópoles | 19/02/2019 12:40:02

Filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu, pelo Twitter, que vítima teria condições de se proteger caso tivesse uma arma de fogo

Três dias após o espancamento brutal da paisagista Elaine Caparroz, 55 anos, agredida violentamente pelo estudante de direito Vinícius Batista, 27 anos, no último sábado (16/2), o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) disse que se a vítima tivesse uma arma de fogo, teria como se defender.

Pelo Twitter, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) lamentou a agressão e reiterou o posicionamento sobre ter uma arma de fogo como meio de proteção. “Se esta senhora tivesse como se defender, e fosse de sua vontade, uma arma de fogo legal resolveria justamente este absurdo. Imagine as sequelas eternas deixadas por esse covarde?”, escreveu.

O vereador defendeu ainda que o Congresso Nacional aprove medidas para facilitar o porte de arma. “A defesa pessoal dentro de sua casa tem que ser prioridade urgente”, publicou.

Carlos respondeu os seguidores e cobrou mais rigor na punição desse tipo de crime. “Quando algumas pessoas vão perceber que o ato de violência extrema é raramente cometido por quem nunca teve passagem pela polícia? São apenas fatos e impunidade”, criticou.

Elaine foi encontrada desacordada no apartamento dela, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ela estava com o rosto desfigurado após ser agredida por cerca de quatro horas. A mulher contou em vídeo que conheceu Vinícius pela internet há oito meses. O agressor está preso preventivamente no Rio de Janeiro.

— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) 19 de fevereiro de 2019

Decreto facilita posse Em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que flexibiliza as regras para ter uma arma de fogo no trabalho ou em casa. A matéria foi uma das promessas da campanha presidencial que levou o militar ao poder.

Ao anunciar a medida, ele destacou que a nova regulamentação trata apenas da “posse” e não altera as regras sobre o porte. Dessa forma, o cidadão que optar por ter uma arma não poderá carregá-la fora de ambientes controlados.

Jornalista: Otávio Augusto