Estrutura turística do Geoparque de Chapada dos Guimarães é discutida em reunião da CST

| 25/08/2017 14:55:06

A próxima reunião ordinária foi definida para o dia 20 de outubro, às 9 horas, na Assembleia Legislativa

Reunião da CST sobre o Geoparque de Chapada dos Guimarães (Foto: Fablicio Rodrigues/ALMT)

A Câmara Setorial Temática da Assembleia Legislativa que discute a formação do Geoparque de Chapada dos Guimarães realizou hoje (25), sua quarta reunião ordinária. Nela, os representantes da CST discutiram a estrutura turística do município chapadense.

De acordo com Caiubi Kuhn, as ações que estão sendo desenvolvidas podem contribuir com a formatação do geoparque em Chapada dos Guimarães. Segundo ele, o geoparque busca integrar as rotas existentes com as outras que estão sendo propostas como, por exemplo, a criação de produtos turísticos, visando as novas rotas a serem implementadas no município.

“É muito interessante a apresentação do que vem sendo desenvolvido. A partir disso, a CST tem clareza de quais as ações podem ser propostas. O geoparque, ao longo do mundo, desenvolve rotas de turismo. Elas são integradas com rotas gastronômicas, de turismo rural, históricas e paleontológicas. Isso está integrado com os produtos já existente como, por exemplo, os de beleza naturais”, disse Kuhn.

Até agora, a CST definiu os limites do geoparque. Hoje (25), foi debatida a estrutura turística local, e o próximo passo, de acordo com Khun, é visualizar o que pode ser feito em relação à gestão da governança no município de Chapada dos Guimarães.

O representante da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), José Carlos Bazan, fez um comparativo de investimentos financeiros executados no turismo de Chapada dos Guimarães com outros municípios mato-grossenses. Para isso, ele citou o município de Cariri (Bahia). Lá, segundo ele, foi apresentado projeto diferenciado para que o geoparque fosse aprovado.

Outro ponto levantado por Bazan foi a eficiência na elaboração do projeto para a sua execução. Em terceiro, era pegar os exemplos exitosos de atividades turísticas que deram certo e foram aplicados no projeto do Cariri, para ser implementados em Chapada dos Guimarães.

Para o geoparque de Chapada dos Guimarães, segundo Bazan, ainda não existe nenhum projeto que possa ser destacado. “Os municípios usam recursos do turismo para reforma de praças. O que esse espaço de lazer representa para o turista, nada. O local é um bem social para o munícipe e não para o turista. Os recursos deveriam ser do Ministério das Cidades e não do Turismo”, destacou Bazan.

De acordo com o secretário de Turismo, Cultura e Meio Ambiente de Chapada dos Guimarães, Jorge Defanti, o município já vem investindo no turismo local e, para isso, criou o CAT (Centro de Atendimento ao Turista), por meio de emenda do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), no valor de R$ 450 mil. Segundo ele, a sede do CAT será  localizada próxima a praça principal de Chapada dos Guimarães.

 “Isso vai facilitar a visitação do turista, que normalmente vai ao centro da cidade. O projeto foi desenvolvido com técnicos da prefeitura e a Associação Mato-grossense dos Municípios. O projeto está pronto e no início da próxima semana será passado à Caixa Econômica Federal. Muito em breve será licitado e na metade do ano que vem, esse espaço vai ordenar a estrutura turística de Chapada dos Guimarães”, afirmou Defanti.

O representante da Secretaria de Estado de Turismo, Geraldo Lúcio, disse que está sendo formatado um projeto, dentro de um programa de governo, conhecido com corredor do eco-turismo. “Nesse projeto, Chapada dos Guimarães está incluída. É um projeto onde foi detectado que falta infraestrutura básica para atender o turista como, por exemplo, em estrada e energia. O governo vai investir nisso”, destacou.   

 



Fonte: AL MT