DESCULPA ESFARRAPADA

Jovem mata pai de criação no ES e fala para família que escutava vozes, diz polícia

Jornalista Jonas Jozino | 28/11/2017 10:47:24

Alexsandro Dall’Orto Bento estava fazendo trabalho de escola com a filha, de 10 anos, e o filho, de sete, quando, o adolescente deu um tiro na parte de trás da cabeça dele.

Um menino de 15 anos foi detido suspeito de matar o pai de criação, na noite desta segunda-feira (27), na zona rural do bairro Bubu, em Cariacica, Grande Vitória. Ele disse para a família que escutava a voz da avó, já falecida, o mandava matar pessoas.


Segundo a Polícia Civil, Alexsandro Dall’Orto Bento, de 46 anos, estava fazendo trabalho de escola com a filha, de 10 anos, e o filho, de sete, quando, de repente, o adolescente deu um tiro na parte de trás da cabeça do pai de criação, que morreu na hora.


O G1 procurou a Polícia Civil para saber mais detalhes do caso, mas ainda não teve resposta.


O menino fugiu para o meio da vegetação e a polícia foi chamada, mas não encontrou o suspeito. Cerca de duas horas depois, o menino voltou para casa, onde familiares o seguraram e chamaram a polícia novamente. Em seguida, ele foi apreendido e levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica.


A mãe de criação do menino, Rosana Stabnow Dall’Orto, contou que ela e a mãe o pegaram para criar quando ele tinha seis anos de idade, pois a família biológica dele estava passando dificuldades. Mesmo assim, Rosana disse que o menino conhece a mãe biológica e sabe de todo o contexto.


Desde que a mãe de Rosana morreu, há cinco meses, o adolescente teve uma brusca mudança de comportamento, passando a agir com agressividade em muitos momentos. Ele chegou a ser expulso da escola onde estudava e, segundo o padrasto de Rosana, Roberto Gomes, ficou ainda pior há cerca de 15 dias.


Roberto contou que o menino andava com uma faca na mão, atingiu o gato da família e disse que a avó aparecia para ele e o mandava matar as pessoas.


Foi então que o adolescente pegou uma garrucha calibre 22 e atirou em Alexsandro. Em depoimento à polícia, Roberto assumiu que a arma é dele, mas o caso ainda está sob investigação.