Marido de enteada de Jucá é preso pela PF por porte ilegal de fuzil e pistola

| 28/09/2017 11:05:07

Segundo o Estadão, a PF encontrou um fuzil e uma pistola na casa da enteada do senador hoje, durante busca e apreensão de operação Anel de Giges

Enteada de Romero Jucá foi um dos alvos da nova operação da PF deflagrada hoje; o marido dela foi preso
Edilson Rodrigues/Agência Senado - 21.6.17
Enteada de Romero Jucá foi um dos alvos da nova operação da PF deflagrada hoje; o marido dela foi preso

O marido de Luciana Surita da Motta Macedo, enteada do senador Romero Jucá (PMDB-RR), foi preso em flagrante, na manhã desta quinta-feira (28), por porte ilícito de um fuzil 762 e uma pistola 45, encontrados na casa dos dois pela Polícia Federal (PF), que cumpria mandados de busca e apreensão na Operação Anel de Giges, deflagrada hoje. 

De acordo com a Coluna do Estadão,  os armamentos encontrados estavam sem registro e munição. Luciana é enteada do senador Romero Jucá, e foi um dos alvos da operação deflagrada pela PF hoje, que apura o desvio de R$ 32 milhões em propriedades em Boa Vista (RR). 

Os agentes da Polícia Federal cumpriram 17 mandados de busca e apreensão e condução coercitiva, expedidos pela Justiça de Roraima, em Brasília, Boa Vista e Belo Horizonte nas primeiras horas de hoje. Foram alvos os filhos de Romero Jucá, Rodrigo de Holanda Menezes Jucá e Marina de Holanda Menezes Jucá, e os filhos da prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, Luciana Surita da Motta Macedo, Ana Paula Surita Motta Macedo.

As investigações identificaram o desvio de R$ 32 milhões dos cofres públicos por meio do superfaturamento na compra de uma propriedade localizada em Boa Vista , a Fazenda Recreio, e também na construção do empreendimento Vila Jardim, projeto financiado com recursos do programa Minha Casa Minha Vida, na capital de Roraima. Além disso, foram encontrados indícios de irregularidades na fiscalização e aprovação da compra por parte de funcionários da Caixa Econômica Federal. 

 A operação

O nome da operação da PF foi inspirado na citação existente no Livro II da obra filosófica "A República", de Platão, na qual é discutido o tema da Justiça. O Anel de Giges permite ao seu portador que fique invisível e cometa ilícitos sem consequências.