CRIME DENTRO DA PCC

Marreta confessa que matou Petróleo dentro de uma cela da PCC

Jornalista Jonas Jozino | 19/11/2019 10:42:07

Ele contou que, quando “Petroleo” descuidou, foi ao banheiro e fez uma trança com um lençol. Em seguida, se aproximou enforcou o rival com o lençol, seguido de um golpe de arte marcial. Ainda segundo ele, depois o pendurou no banheiro.

Paulo César do Santos, o Petróleo foi assassinado por Luciano Mariano da Silva, o Marreta, dentro de uma cela da Penitenciária Central de Cuiabá, O assassino confessou, com riqueza de detalhes como matou o inimigo (ambos eram apontados como os principais líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso e dividiam a mesma cela). “Matei antes que me matasse. Ele me traiu, prejudicou meus negócios dentro e fora da cadeia”, justificou Marreta.

Depois de jurar que não sabia como Marreta apareceu morto, pendurado em uma cela da Penitenciária Central de Cuiabá, onde conviviam cinco presidiários, o criminoso inocentou os outros três presos e assegurou que fez tudo sozinho, dando até golpe marcial no rival sem que ninguém visse ou ouvisse qualquer movimentação na cela.

Marreta chegou a ser ouvido uma vez na Delegação de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP – para onde havia sido levado para depoimento, quando garantiu que dormiu a noite inteira e só viu que Petróleo estava morto no dia seguinte, ao ir ao banheiro da cela.

No novo depoimento, feito por própria vontade e ao lado de seu advogado, Marreta contou a motivação da morte. Segundo Marreta Petroleo, assassinado em 26 de outubro, era traidor e repassava informações para a Rotam, na Penitenciária Central do Estado.

Ele disse ter descoberto que o colega de cela estaria repassando informações sobre “seus negócios fora da cadeia” . Desta forma resolveu decretar seu fim, matando-o. “Os policiais estavam prendendo minha gente com apreensões de armas e drogas” nas ruas”, disse.


Marreta disse que nos últimos dois dias antes do assassinato ambos já não conversavam mais, pois ele havia reclamado da “trairagem” de Petróleo

Ele contou que, quando “Petroleo” descuidou, foi ao banheiro e fez uma trança com um lençol. Em seguida, se aproximou enforcou o rival com o lençol, seguido de um golpe de arte marcial. Ainda segundo ele, depois o pendurou no banheiro.


O criminoso garantiu que não teve ajuda dos outros três companheiros de cela e afirmou que ninguém viu ou ouviu nada. Segundo ele, tudo foi feito muito rápido, sem dor e em completo silêncio.