Policia prende suspeitos de espancar e matar Valdiram, ex-Vasco

Carlos Estênio Brasilino | 21/04/2019 17:35:06

Segundo Boletim de Ocorrência, o ex-jogador, que morava nas ruas de São Paulo, provavelmente foi morto a pauladas

Reprodução

A Polícia Civil prendeu neste domingo (21/04/19) três homens suspeitos de espancar e matar o ex-jogador do Vasco da Gama Valdiram, de 36 anos, em São Paulo. O corpo do ex-atacante foi encontrado nessa sexta-feira (19/04/19), na região de Santana. Ele tinha 36 anos, morava na Cracolândia, segundo relatos de amigos, e há tempos sofria de alcoolismo e compulsão por sexo e drogas.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o trio de suspeitos, cujos nomes não foram divulgados, foi detido durante a manhã. As investigações do crime são conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

A polícia encontrou o ex-atleta sem documentos e o corpo dele foi levado para o IML. Apenas nesse sábado (20/04/19) Valdiram foi identificado.

Segundo o Boletim de Ocorrência lavrado pela polícia, o ex-vascaíno estava com diversos hematomas no corpo e face. “Quando chegaram no local, encontraram a vítima já morta com ferimentos aparentemente provocados por pauladas. Não foi localizado nas proximidades nenhum objeto possivelmente utilizado no homicídio”, diz o registro da polícia.

“Valdiram Caetano de Morais, de 36 anos, foi encontrado morto na rua santa Eulália, em Santana zona norte da capital por volta das 5h de sexta, dia 19. Policiais militares foram acionados pelo Samu por conta de um homem encontrado em via pública.

Em 2018, o ex-atleta havia sido localizado morando sob a marquise de um prédio no bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro. Depois disso, ele decidiu morar nas ruas em São Paulo.

Dupla com Romário Natural de Canhotinho, Pernambuco, Valdiram Caetano de Morais, se destacou no Vasco em 2006, time que também contava com Romário. Depois de ser artilheiro com sete gols na Copa do Brasil, o atacante passou a faltar em treinos e teve seu contrato rescindido em fevereiro de 2007.

De 2006 a 2011, passou por 18 clubes, média de três por ano, e colecionou problemas extra-campo.

Jornalista: Carlos Estênio Brasilino