VERDADE OU MENTIRA?

Policiais da Drrfv chegam ao dono do carro usado para matar o dentista João Bosco, no Jardim Tropical

Trindade/Redação 24 Horas News | 27/07/2017 15:05:45

O dono do carro alegou em interrogatório que foi assaltado e obrigado a dirigir para os assassinos

Foto: Divulgação

VERDADE OU MENTIRA? Policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Drrfv) começam a desvendar o mistério que envolvia a morte por latrocínio: roubo seguido de morte do dentista João Bosco Freitas, de 62 anos, assassinado com um tiro no tórax no final da manhã desta quarta-feira, 26, na casa dele, localizado na Rua Europa, no Jardim Tropical, em Cuiabá. O latrocidas queriam roubar o carro dele, um Toyota Corolla, que não foi levado.

 Atrás de filmagens, os policiais chegaram à placa do carro usado pelos assassinos, um Celta branco, comprado recentemente na “Pedra”, no bairro Dom Aquino, na Capital. Através da placa a Polícia chegou ao dono do carro, que informou aos policiais ter deixado o carro na “Pedra” para vender.

 Nas rápidas e competentes investigações de policiais da Drrfv, ficou constatado que o carro havia sido vendido para A.A., funcionário de uma grande construtora localizada na Avenida Tenente-Coronel Duarte (antiga Prainha), em Cuiabá.

 Os policiais se deslocaram na manhã desta quinta-feira, 27, para o local indicado, e lá estava o carro e o acusado. A.A., recebeu voz de prisão e foi levado para interrogatório da Drrfv. Lá ele não confessou o crime. Ele contou que havia sido assaltado pela manhã do mesmo dia do crime por dois homens, que o abrigaram a dirigir para ele até o local do crime e que depois foi liberado.

 Só que, A.A., não procurou a Polícia para registrar Boletim de Ocorrência (BO) para oficializar o assalto, o que deixou a Polícia em dúvidas se ele estava mentindo ou falando a verdade.

 A  procura mais materialidade do crime, os policiais da Drrfv chefiados pelo delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, foram até à casa de A.A., na tentativa de localizar a arma usada no latrocínio e prender os outros dois bandidos. Lá, segundo a Polícia, a mãe do acusado contou que o filho chegou em casa no começo da a tarde de quarta-feira muito assustado.

Caso fique comprovado que A.A., participou ativamente do crime, pode ser autuado em flagrante em crime de latrocínio e formação de quadrilha. Caso a Polícia não consiga provar nada contra o acusado, pode representar pela prisão temporária de A.A., por cinco ou 30 dias prorrogáveis, até a conclusão do inquérito. Se nesse período aparecer a verdade, a Polícia pode representar pela prisão preventiva do acusado.