Previdência deve manter economia acima de R$ 900 bi

Estadão Conteúdo | 12/07/2019 10:00:04

Alterações para acomodar concessões a categorias como policiais e professores devem reduzir o cálculo original, que era R$ 987 bilhões

Igo Estrela/Metrópoles

Embora as negociações de quinta-feira (11/07/2019) tenham levado a novas exceções nas regras para aposentadoria, integrantes do Ministério da Economia que acompanham as tratativas na Câmara ainda trabalhavam com cenário de que o impacto dos destaques – propostas de mudança no texto-base – na economia da reforma da Previdência ficaria “bem abaixo dos R$ 100 bilhões”.

Cálculos preliminares indicavam que o texto votado na quarta-feira poderia sofrer desidratação de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões – o que garantiria economia acima de R$ 900 bilhões em dez anos. A poupança original seria de R$ 987,5 bilhões.

A conta considera quatro grandes alterações: os dois acordos que já haviam sido fechados na quarta, para alterar as regras de aposentadoria para mulheres e para policiais, e o entendimento costurado ao longo do dia de quinta-feira para mudar as condições para professores e para homens.

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, não quis falar em números, argumentando que seria necessário verificar o que exatamente seria aprovado ao fim da sessão. Sua secretaria chegou a emitir nota dizendo que, como uma medida poderia influenciar no impacto de outras, as estimativa sem o texto final não eram “fidedignas”.

Um integrante do time econômico explicou, sob reserva, que antecipava que a desidratação no texto seria “significativa”, mas não destrutiva – a ponto de desfigurar a reforma. Segundo ele, as contas poderiam mudar, já que as negociações ainda corriam no plenário na quinta-feira à noite e havia expectativa de que seguissem pela madrugada.

Jornalista: Estadão Conteúdo