REVOLTA NA EDUCAÇÃO

Professores se revoltam com governador e greve deve continuar

Redação 24 Horas News | 05/06/2019 11:35:05

Na segunda-feira (10) será feita uma assembleia-geral para definir a continuidade ou não da manifestação.

A greve dos professores e servidores da Secretaria de Educação de Mato Grosso continua e próximo passo será levar para o Superior Tribunal Federal, em Brasília, a solicitação de obrigatoriedade do cumprimento da Lei 510/2013 que concede aumento salarial de 7,69% a toda a categoria por parte do Governo do Estado. Os profissionais da educação não gostaram da decisão de fechar o diálogo afirmando não ter recursos para cumprir a lei e muito menos de cortar os dias de greve.

Nesta quarta-feira, no Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, alguns professores que foram se informar do teor da carta enviada no meio da noite de terça-feira pelo governo com as justificativas para não dar aumento garantiam que a greve vai continuar e que os 200 anos letivos, obrigatórios, estão comprometidos com a atitude governamental.

“O governador deu um tiro no pé. Ele resolveu, mesmo não havendo declaração de ilegalidade de greve cortar os dias paralisados. Ele acho que nós da Educação somos seus funcionários da Bimetal. Não somos e se mantiver os cortes referentes a greve não iremos repor as aulas para cumprir os 200 dias letivos. Com o corte nos salários não temos a obrigação de repor, principalmente de graça”, disparou uma professora revoltada. “Ele foi péssimo para a Educação de Cuiabá está fazendo o mesmo no Estado”, justificou um professor de Educação Física que afirma que vai viajar no final do ano e não irá repor aulas. “Ele que contrate professores para estas reposições, já que cortou os dias paralisados do meu salário”, completou.

Para o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, a resposta do Governo em relação à paralisação não trouxe nada de novo e sequer cita o cumprimento da Lei 510/2013; calendário da melhoria da infraestrutura das unidades escolares; convocação do concurso público e cumprimento do artigo 245, que determina que sobre isenções e renúncias fiscais deva ser assegurado o percentual da Educação, ponto principal da paralisação.

“O que encerra greve é proposta e o documento não traz nenhuma. Agora, qual é a perspectiva de encerrar uma greve sem proposta?”, disse Valdeir Pereira.

O dirigente sindical disse que a categoria vai se reunir neste final de semana para avaliar novos procedimentos, não descartando levar a situação para os tribunais superiores.

Na segunda-feira (10) será feita uma assembleia-geral para definir a continuidade ou não da manifestação.

“A greve deve continuar até o Governo ter uma proposta. Mas quem define é a categoria, o sindicato não trabalha com nenhum tipo de flexibilização”, pontuou o presidente do Sintep-MT.

Os servidores da Educação estão paralisados desde o último dia 27. Eles exigem que o governador Mauro Mendes (DEM) conceda o reajuste de 7,69% em ganho real, que foi aprovado na gestão do ex-governador Silval Barbosa.

No ofício, o Estado afirma que a folha tem um excesso de gasto acima do permitido ultrapassa R$ 1,2 bilhão, o que representa R$ 104 milhões a mais por mês.