Seduc envia à AL projeto de lei que institucionaliza as Escolas Plenas

| 13/09/2017 18:05:10
Júnior Silgueiro

A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), por meio da Casa Civil, encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei que institui as Escolas Plenas em Mato Grosso. Ao todo, 14 escolas estaduais estão funcionando com Ensino Médio em Tempo Integral em seis municípios desde o começo deste ano letivo. Com a aprovação, as Escolas Plenas passam a ser um projeto de Estado, garantindo-lhe continuidade e ampliação nos próximos anos.

O projeto, que aguarda votação, faz parte do Pró-Escolas, maior programa de investimentos em educação já lançado pelo Governo do Estado, dividido em quatro eixos essenciais: Estrutura, Ensino, Inovação e Esporte e Lazer.

Na mensagem enviada ao Legislativo Estadual, o governador Pedro Taques reforçou que trata-se de um projeto de relevância para a sociedade como um todo, mas principalmente aos jovens que vivem em situação de alta vulnerabilidade socioeconômica.

“Este projeto, dentre outros em desenvolvimento, agrega significativa qualidade na educação no Ensino Médio da rede estadual, inclusive com redução de despesas a partir da redução da evasão e ampliação das aprovações nessa etapa de ensino”, sustentou Taques. Atualmente, 2.461 alunos são atendidos pelas Escolas Plenas.

O objetivo da nova metodologia é melhorar os indicadores da educação da Educação, tais como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), taxas de abandono e reprovação e redução da distorção idade-série.

Para isso, a jornada escolar foi ampliada para tempo integral, fundamentada em uma proposta pedagógica inovadora, que valoriza o projeto de vida do aluno, com foco no desenvolvimento das competências do século 21 (cognitiva, intrapessoal e interpessoal) e na preparação para a vida acadêmica e relações sociointerativas.

O secretário de Estado de Educação, Esporte e Lazer, Marco Marrafon, ressalta que as Escolas Plenas de Mato Grosso possuem níveis de aprendizado superiores inclusive aos de escolas particulares. Hoje, o custo da evasão e da reprovação na rede estadual de Mato Grosso é de cerca de R$ 400 milhões ao ano. “Por isso, vale a pena investir um recurso a mais para manter o ensino integral de qualidade, pois ele garante o aprendizado e diminui drasticamente a evasão escolar”, observou.

Nas Escolas Plenas, o nível de aprovação é de 91%, a presença dos alunos em sala é de 85% e a participação dos pais no dia-a-dia da escola chega a 70%.

Além destes, uma série de resultados positivos foram alcançados com o método adotado pelas Escolas Plenas. Conforme levantamento da Seduc, os estudantes estão alcançando melhor compreensão das metodologias de êxito; valorizam a importância da tutoria que recebem dos professores no seu desenvolvimento pessoal e acadêmico; reconhecem a capacidade técnica dos professores e a melhoria na relação interpessoal. Além disso, os alunos reafirmam a qualidade das três refeições servidas.

Já no âmbito dos profissionais da educação é possível constatar por meio do levantamento que os educadores tiveram melhoria no desempenho acadêmico e comportamental dos estudantes; melhor adaptação ao tempo da Escola Plena; avanços na compreensão da aplicação das metodologias de êxito; e boa receptiva à proposta do Plano de Nivelamento.

Os gestores das unidades Plenas também relataram melhorias positivas no cotidiano escolar, uma vez que constaram maior sinergia entre a equipe; maior empoderamento quanto às suas atribuições e liderança; maior apropriação ao Modelo da Escola Plena, dentre outros pontos.




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