NA BERLINDA

Selma Arruda pode perder cargo de Senadora em julgamento do TSE nesta terça-feira

Jornalista Jonas Jozino | 03/12/2019 07:29:24

Os mandatos da senadora e de seu suplente Gilberto Possaimi foram cassados, mas a congressista recorreu à Instância superior para evitar a perda do mandato.

Cassada em abril deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral – TRE-MT -, por unanimidade – 7 votos a 0 -, da acusação de ter omitido gastos de R$ 1,23 milhão antes do início oficial da campanha para o Senado nas eleições de 2018, a juíza aposentada Selma Arruda, que concorreu pelo PSL, na onda bolsonarista e hoje está no Podemos, pode perder o cargo nesta terça-feira e ainda ter seu nome incluído como ficha suja. É que ela será julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE -, que tem a tendência de manter o resultado do julgamento anterior.

 Os mandatos da senadora e de seu suplente Gilberto Possaimi foram cassados, mas a congressista recorreu à Instância superior para evitar a perda do mandato.

 Selma Arruda e Gilberto Possaimi foram considerados inelegíveis pelos próximos 8 anos. A 2ª suplente de Selma, Cleri Fabiana Mendes (PSL), foi absolvida. A corte entendeu que ela não teve envolvimento com o esquema de caixa 2, usado no início da campanha e considerado uma infantilidade justo de uma juíza que prendeu dois expoentes da política mato-grossense, o ex-governador Silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Geraldo Riva. Agora ela pode entrar no grupo da dupla, como ficha suja.

 Na derrota acachapante que teve no Tribunal Regional Eleitoral, os desembargadores alegaram que Selma Arruda teria omitido um total de 72% dos gastos que efetuou em sua campanha ao Senado Federal.

 Selma foi acusada de praticar propaganda extemporânea durante a pré-campanha ao contratar com uma empresa de publicidade com valores acima de sua capacidade financeira. Além de Selma, os suplentes também foram cassados e estão inelegíveis por 8 anos.

 As investigações do Ministério Público Federal (MPF) apontaram que a senadora e seu 1º suplente fizeram despesas tipicamente eleitorais de, no mínimo, R$ 1,2 milhão. A defesa da exjuíza alegou que esse valor era fruto de um empréstimo que ela teria feito de Possamai, no entanto, pela legislação eleitoral esse tipo de empréstimo só pode ser feito com instituições bancárias.

 Se a expectativa em torno do julgamento é grande por parte dos que pleiteiam a vaga e sonha com uma nova eleição em Mato Grosso, a senador Selma Arruda garante estar tranquila para o julgamento desta terça-feira e assegura ter a certeza de que será inocentada.

 Neste julgamento o ex-vice-governador e candidato derrotado ao Senado, Carlos Fávaro (PSD) e que será representado pelo ex-ministro petista José Eduardo Cardozo irá alegar em plenário que como ficou na terceira posição na disputa eleitoral tem o direito de ser aclamado como novo Senador.

 A Justiça Eleitoral, no entanto, afirma que em caso de cassação deverá ser realizada uma nova eleição, já no ano que vem. A decisão será conhecida no j julgamento desta terça-feira.

 Na eleição de 2018, Selma Arruda surpreendeu a todos terminando em primeiro lugar na disputa com 678.542 votos, ficando a frente do até então considerado líder Jayme Campos (DEM), que terminou com 490.699 votos.

 Outro candidato derrotado no pleito, Sebastião Carvalho (Rede) também estará em Brasília para depor contra a senadora. Já os suplentes dela, Gilberto Eglair Possamai e Clerie Fabiana Mendes também foram convocados para falar.