Sindicato repudia planos da General Motors em deixar o Brasil

Metrópoles | 20/01/2019 10:00:03

Em nota, associação de metalúrgicos de São José dos Campos e região diz que a montadora “instaura clima de apreensão entre os trabalhadores”

Após a General Motors, dona da Chevrolet, ameaçar sair da América do Sul em nota assinada pelo principal executivo da montadora no Brasil e na Argentina, Carlos Zarlenga, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região manifestou repúdio em comunicado à imprensa.

Na sexta (18/1), um memorando interno circulou nas fábricas alertando os funcionários sobre as perdas da marca nos últimos três anos. Segundo o texto, é “um momento crítico que exige sacrifícios de todos”.

No informe, o Sindicato dos Metalúrgicos disse que “a GM instaura um clima de apreensão entre os trabalhadores, afirmando que 2018 foi um ano de prejuízo para as plantas da América do Sul e que 2019 será decisivo para o futuro da fábrica”.

“Ressalte-se que a GM detém 20% do mercado brasileiro e não está em crise financeira”, continua o texto. “Em nome do lucro, a GM pretende demitir milhares de pais e mães de família em sete fábricas nos Estados Unidos, Canadá e, pelo que se sinaliza, América do Sul. Se for concretizada, a medida levará as cidades atingidas a passarem por inevitáveis tragédias sociais”.

Na terça (22/1), representantes sindicais de São José dos Campos e São Caetano vão se reunir com a GM em São José para discutir o caso.

Jornalista: Da Redação