Superlotação mata 4 alpinistas no Everest. Oito já morreram esse ano

Juliana Barbosa | 24/05/2019 17:35:10

Duas vítimas eram indianas, uma austríaca e outra nepalês. Autoridades dizem que quase 550 atletas já chegaram ao topo

Divulgação/ Project Possible

Quatro alpinistas morreram nas últimas 48h enquanto escalavam o monte Everest. O anúncio feito nesta sexta-feira (24/05/2019) por autoridades nepalesas: elas dizem que dois deles eram indianos, um era austríaco e outro nepalês. Desde o início da temporada de escaladas, oito pessoas já morreram. As informações são do G1.

De acordo com funcionário de uma agência de viagens do Nepal a quantidade de pessoas no local pode ter contribuído para a morte de Nihal Bagwan, um indiano de 27 anos.

“Ele [Bagwan] ficou bloqueado no engarrafamento durante mais de 12 horas e estava esgotado. Os guias trouxeram-no para o acampamento 4 e ele morreu no local”, relatou Keshav Paudel.

Além de Bagwan, a também indiana Kalpana Das, de 52 anos, morreu nessa quinta-feira (23/05/2019). Ela conseguiu chegar ao topo do monte mais alto do mundo, mas não resistiu à descida.

Já o homem austríaco tinha 65 anos e morreu no lado tibetano da montanha. E o nepalês, um guia turístico de 33 anos, faleceu em um acampamento-base, após ficar doente em outro acampamento do local, a 7.158 metros de altitude.

Nos dias anteriores, outros dois alpinistas indianos e um americano morreram no Everest. Um montanhista irlandês também teria morrido, depois de escorregar e cair de uma área a 8.300 metros de altitude. O corpo não foi encontrado.

Até o topo Autoridades nepaleses afirmaram que, até essa quinta-feira (23/05/2019), quase 550 alpinistas tinham chegado ao topo do Everest. O período entre o fim de abril e o mês de maio é considerado mais vantajoso para a escalada do monte, pois as condições meteorológicas são menos extremas.

Fotos divulgadas nos últimos dias (imagem em destaque) mostram uma longa fila de alpinistas, próximos um do outro. Analistas dizem que o “engarrafamento” é provocado pela grande quantidade de permissões para escalada, assim como pelo reduzido número de “janelas” meteorológicas adequadas para chegar ao topo.

Jornalista: Juliana Barbosa