VAI CONTINUAR MINISTRO

Temer não aceita pedido de demissão de Maggi, que permanece na Agricultura

Jonas Jozino / Redação 24 Horas News | 20/04/2017 10:11:44

Blairo Maggi, segundo coluna do Estadão teria pedido demissão ter tido seu nome envolvido na Lava-Jato

Acusados por ex-diretores da Construtora Odebrecht João Antônio Pacífico e Pedro Leão de ter recebido R$ 12 milhões para sua campanha ao governo de Mato Grosso em 2006, o senador e ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi (PP) resolveu entregar o seu cargo no ministério de Michel Temer (PMDB). A decisão não foi aceita pelo presidente que o convenceu a continuar na função.

Segundo a Coluna do Estadão, desta quinta-feira, Blairo Maggi teria tido um encontro com o presidente Temer na última terça-feira, onde chegou a apresentar formalmente sua carta de demissão. Maggi teria alegado que alegado que “se considera injustiçado pela acusação dos delatores e quis deixar o presidente à vontade, abrindo mão do posto. Temer recusou o pedido, dizendo que confiava na sua inocência e capacidade. O ministro aceitou permanecer.

Maggi foi acusado pelos delatores da Odebrecht de ter recebido, via Eder Moraes, na época secretário de Fazenda R$ 12 milhões via caixa 2 para cobrir despesas de campanha. Maggi alega que nunca autorizou quem quer que seja e muito menos seu ex-secretário a negociar verbas de caixa 2 ou propinas com a empreiteira.

A assessoria de imprensa do ministro confirmou que Blairo Maggi esteve com Michel Temer na terça-feira participando de um ca´re da manhã realizado com todo o staff ministerial e deputados federais da base aliada, no Palácio da Alvorada, na última terça-feira (18), onde foi tratado sobre a Reforma da Previdência. Entretanto, nega que o ministro tenha colocado seu cargo à disposição.

Ainda segundo a assessoria, Maggi está se preparando para uma viagem no próximo dia 7 de maio, onde vai percorrer os principais países importadores da carne brasileira, entre eles, China, Hong Kong, Arábia Saudita e Bélgica (União europeia), na tentativa de reposicionar a imagem do Brasil e minimizar os efeitos da operação Carne Fraca.


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