TRT foi palco de ato em defesa da Justiça do trabalho nesta segunda

Redação 24 Horas News / | 21/01/2019 15:35:22

Foi realizado nesta segunda-feira (21) pela manhã o Ato em Defesa da Justiça do Trabalho, com apoio de diversos entidades. A manifestação foi coordenada pela Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat) e também acontece ao longo do dia em outras 40 cidades brasileiras como resposta aos recentes ataques ao judiciário trabalhista.

Organizado regionalmente pela entidade local que congrega os profissionais (Aatramat), o ato aconteceu no saguão do Fórum Trabalhista de Cuiabá e contou com diversos outros parceiros, como a seccional mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MT), procuradores do Trabalho, Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra) e o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal (Sindijuf).

Segundo a diretora da Abrat, Karlla Patrícia, o ato dá continuidade ao trabalho de mobilizações em apoio e valorização dos direitos sociais e da Justiça do Trabalho. “Somos todos cidadãos e todos precisamos dessa Justiça. O ato acontece em várias cidades com o mesmo propósito de proteção e garantia dos direitos sociais”, afirmou.

O presidente da Amatra 23, juiz André Molina, destacou a importância das manifestações em defesa da Justiça do Trabalho, uma justiça “eficiente e especializada, que possui os melhores prazos”. Em nome dos magistrados, estamos orgulhosos de receber esse apoio expansivo”, afirmou.

O procurador do trabalho Rafael Mondego reafirmou o apoio da categoria na defesa do judiciário trabalhista. “Nós somos parceiros dos advogados e juízes. Aqui se faz justiça”, destacou.

Ato Nacional

Além das manifestações locais, também está prevista uma nacional, no dia 5 de fevereiro, em Brasília.

O evento é organizado pela Associação Nacional dos Magistrados da JT (Anamatra), Colégio de Presidentes e Corregedores dos TRTs (Coleprecor), Abrat, Associação Nacional de Procuradores do Trabalho (ANPT) e OAB.

Conforme edital de convocação lançado em conjunto pelas entidades, o movimento se baseia nas seguintes considerações públicas: (1) são falsas as alegações de que a Justiça do Trabalho existe somente no Brasil; (2) a Justiça do Trabalho não deve ser “medida” pelo que arrecada ou distribui, mas pela pacificação social que promove; (3) a Justiça do Trabalho tem previsão constitucional e não pode ser suprimida por iniciativa do Executivo ou do Legislativo; e (4) a supressão ou absorção da Justiça do Trabalho representaria grave violação à cláusula constitucional e convencional de vedação do retrocesso social.

(Sinara Alvares)